ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:51:47

Profissionais de Segurança protestam em frente à sede do Governo

Da redação, AJN1

A Frente Unificada dos Operadores de Segurança Pública, formada 14 sindicatos e associações, realizaram um protesto em frente ao Palácio dos Despachos, na capital. O objetivo do ato é demonstrar à sociedade a insatisfação sobre o que as categorias classificam de “descaso da gestão do governador Belivaldo Chagas com os problemas que afligem todas essas categorias”.

Entre os principais pontos de reivindicação estão: reposição inflacionária, reestruturação das carreiras e melhoria das condições de trabalho.

Segundo Adriano Bandeira, presidente do Sindicato dos Policiais Civis, o governador Belivaldo Chagas é o responsável pelo caos nas finanças públicas. “Estamos aqui com o objetivo de combater a política de terra arrasada do governo Belivaldo Chagas, que chegou para resolver e agora deu as costas ao povo sergipano. O governador tira não só o poder de compra da segurança pública, mas a dignidade. Estamos todos unidos a favor de uma pauta justa na nossa carreira”.

Por enquanto, explica o sindicalista, foi um ato de alerta, com possibilidade de greve geral. “Foi um grito. Perdemos a paciência com esse governo que só propaga terra arrasada, uma política que só beneficia interesses do poder. Sofremos um estelionato eleitoral na área da segurança pública”.

Estiveram presentes representantes dos policiais civis e militares, bombeiros militares, peritos criminais, papiloscopistas, agentes penitenciários e socioeducativos, dentre outros.

O que diz o Governo

O secretário da Comunicação, Sales Neto, disse à TV Sergipe que as manifestações são conhecidas, mas que, neste momento, o Governo não tem condições financeiras de conceder reajuste.

“Nós estamos passando por um momento muito delicado do ponto de vista financeiro, o governo não tem dinheiro para conceder reajuste. Há alguns meses, o governo não está conseguindo pagar fornecedores porque canaliza os recursos para o pagamento dos servidores. O Governo, hoje, não possui recursos para pagar o 13º, que vai ser pago como já foi anunciado, a exemplo dos anos anteriores. As dificuldades financeiras são reais e isso impede que o governo atenda essas reivindicações do ponto de vista financeiro”, destacou.

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