ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 4:22:32

Ricardo Salles diz que barreiras podem não conter avanço da mancha de óleo

Da redação, AJN1

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou ontem (14) que o governo federal vai cumprir a decisão da Justiça Federal em Sergipe e instalar as barreiras de contenção nos rios São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza Barris e Real, com o objetivo de protegê-los das manchas de óleo que se espalham por todos os estados do Nordeste desde o início de setembro. Mesmo diante da determinação judicial, o ministro argumenta que as barreiras podem não ser suficientes para segurar o óleo negro, afirmação contestada pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema-SE).  

“Nós temos feito todas as medidas necessárias, obviamente faremos aquelas que a Justiça determinou. Muito embora haja já uma verificação de que esse óleo venezuelano ele é mais pesado. Ele vem por baixo, pode ser que a barreira não seja eficiente no sentido de conter. Porque, se o óleo passa por baixo, a barreira no nível da água não vai adiantar”, afirmou o ministro em entrevista à TV Globo.

Já o diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, tem opinião divergente. Segundo ele, a decisão de instalar barreiras é de caráter técnico. “É com muito pesar que a gente ouve do ministro que essas barreiras não teriam a sua efetiva eficiência. Acho que as informações que estão chegando partem de uma outra situação, porque essa situação por nós observada de perto traz exatamente que essas barreiras são eficazes para o contingenciamento do avanço dos óleos dessas áreas sensíveis”, disse ele à TV Sergipe.

Segundo Gilvan, as barreiras foram colocadas pelo governo estadual, no valor de R$ 7 mil por dia, já que a Petrobras se comprometeu e não cumpriu.

Decisão Judicial

No último sábado, a Justiça Federal determinou que a União, junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), implante barreiras de proteção nos rios São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza Barris e Real, no litoral sergipano. A medida deveria ser tomada em até 48 horas.

A União e o Ibama terão que pagar R$ 100 mil para cada dia de descumprimento da medida.

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