ARACAJU/SE, 2 de maio de 2026 , 5:19:30

Chuvas e calor elevam risco de infestação do Aedes aegypti em Sergipe, alerta SES

 

Com a intensificação das chuvas em Sergipe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) emitiu alerta para o aumento do risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Dados do segundo Levantamento Rápido de Índice de Infestação (LIRAa) de 2026 apontam que seis municípios estão em alto risco, 45 em médio e 24 em baixo risco, indicando avanço na infestação em relação ao início do ano.

Entre os municípios com índices mais elevados estão Areia Branca (6,2), Japoatã (6,1), Simão Dias (6,1), Tomar do Geru (5,3), Itabaiana (4,8) e Nossa Senhora da Glória (4,8). De acordo com os parâmetros do estudo, índices entre 0 e 0,9 são considerados satisfatórios; de 1,0 a 3,9 indicam média infestação; e acima de 4 configuram alto risco.

Segundo a gerente de Endemias da SES, Sidney Sá, o cenário é resultado da combinação entre clima e fatores ambientais. “O mosquito se adaptou muito bem ao clima tropical. Ele gosta do calor, mas precisa da água para se reproduzir, e é exatamente essa combinação de altas temperaturas com o início das chuvas que favorece o aumento da infestação”, explica.

A especialista destaca ainda que o crescimento no número de municípios em alto risco também reflete mudanças climáticas e a intensificação das ações de vigilância. “Esse aumento também reflete mudanças climáticas e o próprio trabalho intensificado das equipes, que estão identificando mais focos. Isso serve como alerta para que possamos agir rapidamente no controle do vetor”, afirma.

A SES reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de água parada. Recipientes como vasos de plantas, garrafas e pneus estão entre os principais criadouros do mosquito. “É importante ter atenção com vasos de plantas, garrafas, pneus e qualquer objeto que possa acumular água. O mosquito precisa de uma quantidade mínima para depositar seus ovos. O armazenamento de água deve ser feito de forma adequada, com recipientes sempre vedados. Armazenar água não é errado, mas é preciso garantir que esses depósitos estejam tampados ou protegidos com telas”, orienta Sidney Sá.

O descarte irregular de lixo também é apontado como fator de risco, especialmente em terrenos baldios, onde recipientes podem acumular água da chuva.

Além das medidas preventivas, a vacinação contra a dengue é considerada uma estratégia importante para reduzir casos graves e mortes. “A vacina foi uma conquista muito importante para a saúde pública, especialmente diante do histórico de epidemias de dengue no Brasil. Ela ajuda a proteger contra formas mais graves da doença, reduzindo o risco de complicações e mortes”, destaca a gerente.

A SES ressalta, no entanto, que a imunização ainda é destinada a públicos específicos e não substitui os cuidados diários. “Mesmo quem já tomou a vacina precisa continuar eliminando focos do mosquito. E quem ainda não se vacinou deve redobrar a atenção, porque continua vulnerável ao vírus”, reforça.

As arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti apresentam sintomas semelhantes, como febre, dor de cabeça e dores no corpo. No caso da dengue, há risco de agravamento rápido. “A dengue pode levar ao óbito em menos de 24 horas, dependendo da gravidade. Por isso, é fundamental procurar uma unidade de saúde ao apresentar sintomas e evitar a automedicação”, alerta.

A orientação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e evitar o uso de medicamentos como anti-inflamatórios e aqueles à base de ácido acetilsalicílico, que podem aumentar o risco de complicações.

*Com informações Secom

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