Especialista orienta sobre hepatites virais

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. A Campanha recebeu o nome de Julho Amarelo e tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamentos das Hepatites.

Segundo o médico especialista em problemas do fígado Alex Vianey,  que é diretor de Ensino da Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia, a hepatite A é caracterizada por ser comum em crianças e é possível de ser contraída via oral, através do consumo de alimentos contaminados. Já as B e C, são hepatites causadas por vírus transmitidos através do sangue durante relação sexual sem preservativo, uso de seringas, alicates e materiais de tatuagem contaminados, entre outras maneiras.

As hepatites A e B podem ser prevenidas através de vacinação, inclusive já incluída no calendário de vacinação do Ministério da Saúde. Além disso, quando a doença é diagnosticada, pode ser controlada através do uso de medicamentos. No caso da hepatite C, o tratamento possibilita a cura em quase 100% dos casos. Contudo, ainda não existe vacina capaz de evitar o contágio da doença, por isso a melhor maneira de prevenir é evitando os fatores de risco como: não praticar relação sexual sem camisinha, ter seu próprio alicate de unha, não compartilhar seringas.

Alex Vianey explica que “na maioria dos casos não há sintomas, é necessário fazer o teste com a gota de sangue, como é feito o de glicose. Hoje o Ministério da Saúde (MS) fornece, de maneira gratuita, os testes rápidos e os medicamentos para todos os pacientes, antes era só para quem estava com a doença avançada. Mas agora, se os exames diagnosticarem o vírus, o MS fornece”.

Uma das orientações do especialista é para que a população procure o médico e solicite o exame de Hepatite, pois, o diagnóstico precoce é determinante para a evolução do paciente. “Hoje é possível curar praticamente 100% dos casos de hepatite C diagnosticados, o problema ainda é a falta de diagnóstico. Temos serviços de saúde especializados para avaliar, realizar exames e fornecer o tratamento, mas o número de pacientes com diagnóstico ainda é pequeno, já que grande parte deles ainda não sabe do diagnóstico, pois não apresentam sintomas da doença. Estas pessoas, além de não serem submetidos a tratamento, podem contaminar outras pessoas”, conclui.

*Com informações Ascom FBHC