Exército é convocado para reforçar ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti

Da redação, AJN1

 

Após a confirmação do 100º caso de microcefalia em Sergipe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reconheceu que, sozinha, não pode resolver a pandemia de Zika, Dengue e Febre Chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. 

 

Nesta segunda-feira (7), a SES solicitou o apoio do 28º Batalhão de Caçadores do Comando do Exército Brasileiro em Sergipe. A parceria vai reforçar as ações de prevenção e combate ao vetor, criando um ambiente comum de trabalho com a participação dos agentes de endemias da Brigada Itinerante da SES, agentes dos municípios e, agora, cerca de 100 soldados.
 

 

De acordo com o Comandante do 28º Batalhão de Caçadores, o tenente Coronel Silva Neto, os soldados serão capacitados. “Militares do Exército vão integrar essa força tarefa montada pelo Estado e Município com o objetivo de combater o mosquito Aedes aegypti. Na prática, nós seremos capacitados e a partir daí vamos atuar juntos com a defesa civil, agentes de saúde para que possamos levar a orientação ao povo sergipano para que se crie uma ferramenta de combate ao mosquito”, disse ele, ao afirmar que os locais mais endêmicos serão priorizados. 
 

 

O trabalho terá início na próxima quinta-feira (10), quando os militares participarão de uma capacitação com os agentes de endemias de sete municípios. Lá, eles serão orientados e participarão do planejamento das visitas nas residências. “A ação efetiva será iniciada no sábado (12), no município de Barra dos Coqueiros. A cada visita, dois militares devem acompanhar um agente, vasculhando todos os possíveis criadouros do mosquito e intensificando o trabalho realizado”, pontuou o coronel.
 

 

Segundo dados da SES, 82% dos focos do mosquito em Sergipe são encontrados em reservatórios de água, dentro das casas das pessoas. Por isso, o apelo para a conscientização é válido e necessário, como afirma o secretário de Saúde de Sergipe, José Sobral.

 

“A estratégia depende da contribuição de todos, principalmente porque o combate ao Aedes aegypti não acontece uma única vez. Existe um ciclo de quatro semanas que precisa ser cumprido para que a visita surta efeito”, esclareceu o gestor, pedindo que a população monitore suas casas o tempo inteiro.
 

O Zika Vírus, por exemplo, já tem sua relação comprovada com o aumento de casos de microcefalia no Nordeste. São 100 casos notificados em 36 municípios sergipanos.