ARACAJU/SE, 17 de junho de 2024 , 9:45:19

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Huse atendeu 800 vítimas de AVC em sete meses

 

Nos primeiros sete meses do ano, cerca de 800 pacientes foram registrados no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Desse total, 58% ficaram internados para tratamento, de acordo com o Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub). Por se tratar do maior hospital público do estado, o Huse apresenta condição para tratar essas vítimas com eficiência.

O AVC ou derrame cerebral, ocorre quando há o entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada. Eles são caracterizados como AVC isquêmico e AVC hemorrágico respectivamente.

Eles apresentam diversos sintomas como a diminuição ou perda súbita na face, braço ou perna de um lado do corpo, alteração da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna em um lado do corpo, perda da visão em um ou nos dois olhos, alteração na fala com dificuldade de articular, expressar ou compreender a linguagem, dor de cabeça intensa, instabilidade, vertigem súbita e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

De acordo com o coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinícius Vilela, o hospital é a porta principal no estado para esses casos. “O paciente vítima de AVC, a primeira porta que ele tem tanto estadual, quanto municipal é o Huse. Ele passa por exames preliminares como a tomografia, avaliação com neuro clínico ou cirurgião, a depender do tipo do AVC. Temos esses profissionais 24h na casa. O paciente chega ou por demanda espontânea ou via regulação. Ele faz a ficha, o clínico geral faz o primeiro atendimento, solicita avaliação do neurologista clínico e neurologista cirurgião e interna, dá alta médica ou realiza o procedimento cirúrgico. Aqui no pronto socorro nós fazemos também o controle pressórico para que a lesão não se expanda”, declarou.

O paciente João Alfredo Barreto, 63, tem um diagnóstico de AVC com vários agravantes como o fumo, a bebida e hipertensão arterial. Ele foi avaliado pela triagem médica e encaminhado para a sala de tomografia, exame que comprovou um AVC isquêmico. “Foi tudo muito rápido e sem esperar, estava voltando para a casa depois de ter ido a feira e não me senti bem na rua e com uma fraqueza no braço e na perna esquerda. Não conseguia me comunicar direito com as pessoas que queriam me ajudar. Um rapaz me colocou no carro e me trouxe para o Huse, onde já estou bem melhor com as medicações e exames”, disse.

O AVC isquêmico que o senhor João Alfredo, sofreu é a forma mais frequente e que representa cerca de 80% dos casos de AVC no Brasil, segundo o Ministério da Saúde e ocupa o segundo lugar no ranking entre as enfermidades que mais causam óbitos no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares.

Prevenção e tratamento

A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC. Muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento. Eles podem ser diagnosticados e tratados como a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, doenças cardíacas, enxaquecas, uso de anticoncepcionais hormonais, ingestão de bebidas alcoólicas, sedentarismo e o fumo.

Seja qual for o tipo de AVC, as consequências são danosas e estão entre as principais causas de morte mundiais, além de incapacitar para a realização das atividades cotidianas. O tratamento e a reabilitação do paciente deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais, além dos recursos terapêuticos que podem restaurar as funções afetadas.

Fonte: Ascom SES

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