Lacen confirma 14 casos de Chikungunya em Sergipe

Da Ascom, SES

 

O trabalho de pesquisa relativo à análise de amostras para detecção do Zika Vírus no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de Sergipe prossegue em ritmo intenso. O balanço das atividades mostra que, em apenas três dias de coleta de material em pacientes na fase aguda da doença, já foram cadastradas 147 amostras no laboratório de Biologia Molecular da unidade. Destas, 27 passaram por processamento utilizando a técnica PCR e 14 apresentaram resultado positivo para Chikungunya.

 

O material coletado nas Unidades de Pronto Atendimento Zona Norte e Zona Sul, no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e no Hospital Regional de Itabaiana foi utilizado para pesquisa do Zika Vírus, numa ação quue contou com a participação de profissionais do Lacen Sergipe, além dos pesquisadores Marielton dos Passos Cunha e Daniel Ferreira de Lima Neto, ambos da Universidade de São Paulo (USP), e Alessandra Soares Schanoski, do Instituto Butantan.

 

As amostras foram cadastradas no sistema e processadas no Laboratório de Imunologia para análise de Febre Amarela, Dengue, Chikungunya e Zika e, de acordo com o gerente dos laboratórios de Imunologia e Biologia Molecular do Lacen Sergipe, o farmacêutico bioquímico Cliomar Alves dos Santos, permitirão esclarecer a circulação do Zika vírus no Estado. “Esse método detecta anticorpos IgG e IgM”, detalhou.

 

Conforme o gerente, na etapa seguinte as amostras passam por dois processos: a extração do material genético do vírus – RNA – Ácido Ribonucleico e, posteriormente, o material é colocado na máquina que amplifica esse material genético simultaneamente à detecção do vírus na amostra. ”É um trabalho minucioso, mas, com a tecnologia de ponta diponível, será possível mostrar em formato de gráfico a presença ou não do vírus no que for analisado”, informou Cliomar Alves.

 

Capacidade

 

Após uma reunião de avaliação dos trabalhos junto com a equipe técnica, a superintendente do Lacen, Danuza Duarte Costa, explicou que a partir da implantação e validação da técnica para diagnóstico da Zika, a demanda segue processada em Sergipe. ”Foi muito importante esse momento da pesquisa conjunta entre a nossa equipe e os profissionais da Universidade de São Paulo e o Instituto Butantan”, destacou.

 

Ela acrescentou, ainda, que a unidade possui capacidade instalada, com profissionais, entre nível superior e técnico, para executar a rotina. ”Dois analistas do Lacen passaram pela capacitação no Pará e, ao retornarem, multiplicaram o conhecimento para os demais profissionais do laboratório de biologia molecular”, salientou Danuza.

 

Análises

 

No período entre setembro de 2015 e janeiro deste ano, o Lacen Sergipe cadastrou 650 amostras para análise do Zika Vírus. Desse total, 240 amostras foram encaminhadas para o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará, e 128 passaram por análise. O resultado dessas análises demorava até 60 dias, mas, com a descentralização do diagnóstico, o tempo resposta vai reduzir para 15 dias.