Município oferta tratamento para pessoas com hanseníase

 

Todos os anos o mês de janeiro é dedicado ao combate e a prevenção da hanseníase. Em 2019, ações de conscientização sobre a existência da doença são realizadas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. Funcionários de todas as unidades realizam ações alusivas ao combate e a prevenção da hanseníase.

O último domingo de janeiro é o Dia Mundial da Hanseníase – este ano, no dia 28 -, mas a SMS reserva a última semana do mês para realizar palestras nas unidades, exibir vídeos sobre os sintomas da doença e mostrar como fazer o autoexame. Identificar a hanseníase imediatamente é importante para evitar a propagação da doença pelo resto do corpo e evitar consequências mais graves.

Em 2017, foram registrados somente 15,8 novos casos para cada 100 mil habitantes do município, o índice de cura chegou aos 90% e Aracaju atingiu a meta nacional exigida pelo Ministério da Saúde. “Apesar de Aracaju estar localizada em uma região propícia à proliferação da hanseníase, que é a região Nordeste, o acompanhamento rigoroso aos pacientes permite alcançar um número elevado de cura”, explica a enfermeira e assessora técnica da Secretaria Municipal da Saúde, Thayane Reis.

Além das UBS, o Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar) conta com o Departamento de Hanseníase, que atua no tratamento de crianças, idosos e de casos mais graves e complexos. Além disso, graças a um convênio entre a Prefeitura de Aracaju e o Hospital Universitário, foi criado um Departamento de Dermatologia que, monitorado pela SMS, trata pessoas vítimas da doença.

Tratamento

O tratamento é simples e na maioria dos casos tem cura. “Dependendo do caso, ele pode durar seis ou 12 meses. O paciente toma uma dose supervisionada na unidade de saúde e as outras doses toma em casa. Ao sair da unidade, o paciente já deixa agendado o dia de seu retorno no mês seguinte e os médicos fazem a orientação durante todo o tratamento”, explica Thayane Reis.

Mas é importante que o enfermo não interrompa o tratamento mesmo após sinais de melhora. Isso pode trazer consequências graves. “O risco de abandonar o tratamento é agravar os nervos e trazer deformidades. Podendo surgir mão em garra e feridas. Além disso, o paciente pode transmitir a doença a outras pessoas, coisa que não acontece durante o procedimento terapêutico”, alerta Thayane.

Além dos médicos, há um acompanhamento do fisioterapeuta André de Oliveira, que solicita exames para diagnosticar uma possível tendência do paciente a atrofia dos membros. “Há tipos de hanseníase que provocam atrofia dos dedos. Nesses casos é importante um acompanhamento de fisioterapia para justamente evitá-la”, explica o fisioterapeuta.

Hanseníase

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria denominada Mycobacterium leprae. Ela não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada. A doença costuma evoluir lentamente e pode levar até 20 anos para que sinais e sintomas da infecção sejam detectados. Segundo Thayane, trata-se de “uma doença silenciosa e que em razão disso o paciente não dá a necessária atenção”.

Os principais sintomas da hanseníase são sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades, manchas brancas ou avermelhadas na pele, perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato, áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor e nódulos, e placas em qualquer local do corpo. Em estágios avançados a hanseníase pode causar a cegueira. “É geralmente nesse momento que o paciente resolve procurar ajuda”, explica a assessora. A transmissão da hanseníase é por meio de gotículas de saliva, ou seja, é preciso um convívio diário com uma pessoa portadora da bactéria para contrair a doença.

Fonte: Ascom SMS