ARACAJU/SE, 19 de maio de 2024 , 2:22:08

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Procurador sugere ao Governo reduzir gastos com publicidade para comprar aparelhos de radioterapia

Da redação, AJN1

 

As quebras constantes do aparelho de radioterapia do hospital João Alves Filho não passaram despercebidas pelo Procurador Geral do Ministério Público de Contas de Sergipe, José Sérgio Monte Alegre, que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE). Ele fez questão de levar o tema ao Pleno do TCE para que a corte cobre do Governo Jackson mecanismos que possibilitem apaziguar o problema, que vem aterrorizando os cidadãos oncológicos que precisam do aparelho funcionando para sobreviverem.

Segundo Monte Alegre, o TCE tem a obrigação e o dever de exigir do Governo o pleno funcionamento do aparelho, e sugeriu ao Estado que, ao invés de gastar verba com publicidade, seria mais oportuno guardar o dinheiro para comprar uma máquina radioterápica nova.

“Essa questão da quebra do aparelho radioterápico já se estende há alguns anos. Agora, toda semana o aparelho quebra devido à sobrecarga de pacientes. A informação que nós temos é que há mais de 500 pessoas na fila esperando esse tratamento. Ora, o Estado gasta uma verdadeira fortuna com publicidade, propaganda eventos, ou seja, gastos que não são prioritários. A questão é utilizar esse dinheiro para comprar dois ou três aparelhos e colocar à disposição da cidadania”, cobrou o procurador.

Monte Alegre garantiu ainda que o TCE pode e deve fazer essa cobrança ao Governo. “Tudo indica que o TCE vai assinar um prazo para que o governo adquira, dentro desse prazo, um ou dois aparelhos de radioterapia modernos. Do poder público o que se espera é conduta exemplar a orientar o comportamento dos cidadãos. A Constituição Federal nos assegura a todos nós o direito à vida. E não há direito à vida sem saúde”, contextualizou ele. 

 

Quebras rotineiras

 

Em menos de um mês, o aparelho de radioterapia do hospital Governador João Alves Filho quebrou três vezes. Neste momento, ele encontra-se com o acelerador linear quebrado e a peça teve que ser importada da Alemanha. Em 2015, o equipamento já ficou parado por 101 dias.

 

Ainda de acordo com a assessoria, a nova peça já foi comprada, mas vai demorar para chegar, cerca de 15 dias, porque vem da Alemanha.

 

Segundo o secretário de Estado da Saúde, José Sobral, enquanto o aparelho não é reparado, ao paciente oncológico pode ser fornecido Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

 

“O mais importante de tudo é que nós já propusemos a essas pessoas que precisam do tratamento a continuidade via TFD. É a modalidade e a forma que o Estado usou para reduzir a fila, que no início do ano era de 570 para 250 neste exato momento. O TFD é uma ação contínua e ininterrupta. Tínhamos até o início de 2014 uma relação de 30 pacientes/dia na máquina de quimioterapia. Com o TFD e com a escala de turnos, inclusive noturnos, estamos hoje com 80 pacientes/dia. É lógico que isso sobrecarrega o equipamento, mas só com essa atividade, em todos esses horários é que conseguimos suprir a demanda”, afirmou.

 

Foto: Cleverton Ribeiro

 

 

 

 

 

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