Sergipe tem 51 casos confirmados de microcefalia relacionados ao Zika, o maior do Brasil, diz MS

O Ministério da Saúde divulgou ontem (15) o mais novo Boletim Epidemiológico dos casos de microcefalia relacionados a infecção pelo vírus Zika. Foram registrados 2.401 casos da doença e 29 óbitos, até 12 de dezembro deste ano. Esses casos estão distribuídos em 549 municípios de 20 Unidades da Federação. Sergipe aparece em primeiro lugar do país com 51 casos confirmados e 33 em investigação; seguido do Rio Grande do Norte, com 35 casos confirmados e 101 sob investigação; depois Pernambuco, com 29 confirmados e 874 em investigação; e Paraíba, com 19 confirmações e 322 em investigação.

 

O informe divulgado detalha, pela primeira vez, os primeiros casos confirmados e descartados. Do total de suspeitos notificados, foram confirmados 134 e descartados 102 em todo o país. Continuam em investigação 2.165 casos. Foi confirmado um óbito e descartados dois. Permanecem em investigação 26 mortes.

 

A investigação dos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika é feito em conjunto com gestores de Saúde de estados e municípios. O novo informe traz ainda os seis novos Estados (Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul) que notificaram casos suspeitos. Equipes técnicas de investigação de campo do ministério da Saúde estão trabalhando nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Ceará.

 

Laboratórios

 

A circulação do vírus Zika é confirmada por meio de teste PCR, com a tecnologia de biologia molecular. A partir da confirmação da circulação do vírus em uma determinada localidade, os outros diagnósticos são feitos clinicamente, por avaliação médica dos sintomas. Durante a apresentação dos novos dados de microcefalia, nesta terça-feira, o diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis, Claudio Maierovitch, disse que o Ministério da Saúde está trabalhando no fortalecimento do diagnóstico para o vírus Zika.

 

Ele explicou que 18 laboratórios já estão capacitados, sendo 13 centrais e cinco de referência.  O teste para a confirmação do vírus Zika deve ser feito, de preferência, nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas. Vale ressaltar que o vírus Zika é de difícil detecção, já que cerca de 80% dos casos infectados não manifestam sinais ou sintomas.

 

Além de destacar o fortalecimento da rede de laboratórios, Claudio Maierovitch, alertou para os cuidados necessários neste verão. “É muito importante, neste período de festas e férias, que as pessoas, antes de viajarem, façam uma varredura geral em suas casas, eliminando todos os possíveis focos do mosquito. Devido às condições climáticas, esse período de verão é um momento de maior circulação do mosquito”, alerta Maierovitch.

 

O Ministério da Saúde estuda, junto com especialistas e gestores locais de saúde, um novo modelo de notificação. Este novo modelo de avaliação faz parte dos estudos que envolvem o vírus Zika, uma doença nova que chegou ao Brasil em maio deste ano e é desconhecida para a literatura mundial.

 

O teste para a confirmação do vírus Zika deve ser feito, de preferência, nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas.

 

 

 

 

UF

CASOS CONFIRMADOS

ÓBITOS CONFIRMADOS

CASOS DESCARTADOS

ÓBITOS DESCARTADOS

TOTAL EM INVESTIGAÇÃO

Pernambuco

29

0

17

0

874

Paraíba

19

0

30

0

322

Bahia

0

0

0

0

316

Rio Grande do Norte

35

0

4

0

101

Sergipe

51

0

34

0

33

Alagoas

0

0

0

0

107

Ceará

0

1

0

0

79

Mato Grosso

0

0

0

0

72

Maranhão

0

0

7

0

56

Rio de Janeiro

0

0

0

2

57

Tocantins

0

0

7

0

43

Piauí

0

0

0

0

39

Minas Gerais

0

0

2

0

33

Espírito Santo

0

0

0

0

14

São Paulo

0

0

0

0

06

Goiás

0

0

1

0

04

Mato Grosso do Sul

0

0

0

0

03

Pará

0

0

0

0

03

Distrito Federal

0

0

0

0

02

Rio Grande do Sul

0

0

0

0

01

Total

134

01

102

02

2.165

 

 

Com informações do Ministério da Saúde.