Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que em todo o país apenas o estado de Sergipe mantém a restrição de funcionamento, sem atendimento presencial, de bares e restaurantes, durante o final de semana.
De acordo com o Bruno Dórea, presidente da Abrasel em Sergipe, já são dez finais de semana com fechamento dos estabelecimentos comercial em Aracaju. Ele ressaltou que levantamentos realizados com base nos decretos governamentais, mostram que só em Aracaju não houve flexibilização para o setor aos finais de semana. “São dez finais de semana fechados e os números da doença não baixam em Sergipe, então, está mais do que comprovado que não são os bares e restaurantes responsáveis pela proliferação do vírus”.
Bruno Dórea lembra que a Associação concorda com a realização das fiscalizações, mas entende que medidas restritivas devem ser revistas tanto pelo Estado, quanto pelo Município. O presidente da Abrasel acredita que a solução do problema está errada porque o Centro da cidade, as feiras livres, os ônibus continuam com número elevado de pessoas. “É preciso rever essas questões. Somos a favor da fiscalização e sempre obedecemos às normas sanitárias da vigilância sanitária, e agora obedecemos aos decretos. O Governo tem que aprender a lidar com o vírus porque ele não vai sumir. Temos que seguir a vida e aprender a lidar com esse novo normal. Fechar apenas bares e restaurantes não é a solução”.
Para a Abrasel, o fechamento dos bares e restaurantes impacta o setor de turismo no Estado. “Não é à toa que Sergipe tem dados tão baixos de turismo. Não se investe em turismo como fonte de renda. Quem vai visitar Sergipe com tudo fechado? Perde os bares e restaurantes, o hotel, as agências de turismo, o guia, o vendedor de queijo, de amendoim e por aí vai. É toda uma cadeia prejudicada. Só sabe da dor quem está sentindo. O final de semana é fundamental para o trabalhado dos bares e restaurantes”, diz Bruno Dórea, acrescentando que não ter trabalho, ficar endividado, não ter comida para colocar na mesa gera outro problema sério que é a saúde mental.
“Isso também é saúde e precisa ser cuidado. Além da incerteza dessa pandemia, do medo de ter um familiar seu doente, ainda tem todas as questões financeiras. É uma dor dobrada. Nós esperamos que o Governo e a Prefeitura de Aracaju revejam essa decisão e se sensibilizem com a nossa situação”, ressalta o presidente da Abrasel.
Nesta quinta-feira (13) haverá uma nova reunião do Comitê Técnico Científico para avaliar a situação da pandemia em Sergipe.







