ARACAJU/SE, 23 de fevereiro de 2024 , 14:52:20

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Pesquisa mostra a força do Centro Comercial de Aracaju

Os investimentos no Centro Comercial de Aracaju fazem as empresas do comércio cada vez mais fortes, esta é a conclusão da Fecomércio, após a realização de uma pesquisa inédita no estado, para identificar os potenciais do maior centro de compras do estado, traçando um perfil do público frequentador das lojas do centro da capital sergipana.

A pesquisa foi realizada pela Fecomércio, em parceria com o Instituto França de Pesquisas, com a finalidade de identificar qual é o comportamento do consumidor do Centro Comercial de Aracaju. Foram ouvidas 126 pessoas na amostragem, que mediu informações importantes para nortear os empresários do comércio da região.

A maioria do público que faz compras no Centro Comercial é do sexo masculino, com 55,5% do total de entrevistados, o público feminino corresponde a 45,5%. Majoritariamente, o público jovem tem preferência pelas compras no centro da cidade. 59,5% do público é formado por pessoas que têm entre 16 e 34 anos de idade. Já 40,5% dos frequentadores do Centro Comercial têm mais de 35 anos.

A amostragem estratificada por faixa etária detalha que 4,8% das pessoa têm até 17 anos, 21,4% tem entre 18 e 24 anos de idade, 33,3% tem entre 25 e 34 anos, 14,3% estão na faixa etária entre 35 e 44 anos, 23,8% tem entre 45 e 59 anos e 2,4%  são pessoas idosas, com mais de 60 anos.

Renda e situação econômica

O público consumidor do Centro de Aracaju, segundo a pesquisa, possui faixa de renda variada, mas a predominância é de pessoas que têm vencimentos de até três salários mínimos mensais, com 71,4% das pessoas que ganham até R$ 2.994,00 por mês. Já os consumidores com faixa de renda mais elevada somam 16,7%. Nesse aspecto, 11,9% dos pesquisados preferiram não revelar sua renda mensal.

A divisão de renda das pessoas que frequentam o Centro de Aracaju dentre os que declararam seus proventos, apontou que 26,2% recebem vencimentos de até um salário mínimo, 45,2% recebem até três salários mínimos mensais. Entre os consumidores com maior renda mensal, 9,5% alegaram receber até cinco salários mínimos, 4,8% tem renda mensal de até dez salários e 2,4% ganham mais de dez salários mínimos por mês.

A pesquisa realizada pela Fecomércio revelou que a situação econômica dos consumidores, mesmo em tempos de crise econômica, melhorou nos últimos três anos. Segundo o estudo, 38,1% dos entrevistados disseram que sua renda familiar sofreu elevação, 33,3% alegaram que a renda familiar manteve estabilidade. Entretanto, houve redução na renda de 28,6% das pessoas entrevistadas informaram que a renda familiar sofreu redução.

O presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, destacou que o estudo serve para trazer uma maior compreensão da força do Centro Comercial de Aracaju na economia do estado e lembra que a pesquisa traz indicativos de como o empresário deve se comportar para fazer fluir melhor o seu negócio.

Frequência

O indicador de frequência do consumidor do Centro Comercial de Aracaju aponta que grande maioria do público faz compras em um único dia no mês. As datas coincidem com a entrada das folhas de pagamento das empresas privadas e da administração pública. 40,5% do público vai ao centro para fazer compras uma vez por mês, 26,2% fazem compras no centro entre duas ou três vezes por semana, 9,5% das pessoas vem às compras uma vez por semana, índice igual ao número de pessoas que vêm ao centro uma vez a cada duas semanas. Os que não souberam responder somaram 4,8% dos entrevistados.

Tipo de compra

As lojas de roupas e vestuário são as preferidas do público comprador do centro da cidade, perfazendo 55,3% do total dos consumidores entrevistados. O que mostra a liderança absoluta das lojas desse tipo de comércio na região. Os outros 44,7% dos consumidores possuem uma distribuição equilibrada no perfil de compras. 8,5% preferem comprar móveis e eletrodomésticos, índice igual aos de consumidores de produtos de perfumaria e cosmética. Outro dado se repete, quando se trata de compras de produtos eletrônicos e telefonia celular, bem como calçados, com 6,4% dos entrevistados apontando os dois tipos de produtos. Artigos esportivos, brinquedos, bolsas e acessórios, produtos alimentícios e diversos somados perfazem 8,4% dos entrevistados, com o índice de 2,1% se repetindo entre as quatro categorias. 6,4% das pessoas não souberam informar qual sua preferência de compra.

Compra média

Os consumidores do Centro de Aracaju levam muitos recursos para suas compras nas lojas do comércio. O ticket (valor investido) médio das pessoas é de R$ 177,14. Valor considerado alto para os padrões de renda do público majoritário. 38,1% das pessoas compram mais de R$ 200 quando vão às lojas. 28,6% gastam entre R$ 101 e 200, 23,8% fazem compras entre R$ 51 a R$ 100, 2,4% deixam nas lojas valores entre R$ 20 e R$ 50. 7,1% dos entrevistados não souberam responder.

Preferência pelo Centro

A população vai ao Centro de Aracaju para as compras, devido aos preços mais atrativos para o consumidor, de acordo com os dados da pesquisa. 39,5% do público prefere fazer as compras nas lojas da área central da cidade, porque lá encontram preços mais baixos para atenderem seus desejos. 34,9% dão preferência para a qualidade dos produtos oferecidos pelas lojas da região, 18,6% alegaram que preferem as lojas do Centro devido ao atendimento oferecido. Além disso, formas de pagamento como cartões de crédito, débito, crediário e financiamento do consumo foram lembrados por 4,7% dos entrevistados. 2,3% das pessoas disseram que compram nas lojas por indicação de amigos e parentes.

Rejeição

Do outro lado das vantagens em comprar nas lojas do Centro, existe a rejeição do consumidor pelas próprias lojas. A Fecomércio também mediu o que leva o público a não voltar mais em determinado estabelecimento comercial. O quesito atendimento foi disparado o mais lembrado pelo público, com 66,7% das pessoas. Ou seja, dois terços do público frequentador do comércio dão preferência ao atendimento cortês e de qualidade. 13,3% mencionaram a questão de preços elevados, 6,7% lembraram que o mix de produtos deve ser variado, índice que se repete na questão de espera em filas. A falta de opções de pagamento leva 4,4% dos consumidores a não voltar em uma loja, e 2,2% não soube responder à questão.

O texto é da assessoria de imprensa.

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