A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) considera que o 8 de março, dedicado ao Dia Internacional da Mulher, é propício para uma reflexão sobre o papel e a importância da mulher na sociedade.
“Essa é uma data que deve ser pensada para além da simbologia. Precisamos aproveitar esse momento para refletir sobre como essa mulher tem sido tratada em todos os ambientes pelos quais ela passa ou vive”, disse, observando que a luta do gênero por igualdade de direito é histórica e remonta ao século passado.
Ela disse que já em 1909, as mulheres foram às ruas, em Nova Iorque, reivindicar o fim de uma jornada de 16 horas diárias de trabalho, não raras vezes, os sete dias da semana. Na mesma época, salientou a senadora, cresciam os movimentos nas fábricas, onde “as operárias trabalhavam em regime desumano”, bem diferente do que era garantido aos homens. Poucos anos depois, as mulheres se reuniram e voltaram às ruas para pedir o fim da fome e da Primeira Guerra Mundial.
“Vemos que historicamente as mulheres sempre estiveram batalhando pela garantia de direitos e por dignidade. É fato que ao longo do tempo tivemos muitos avanços, mas há muito a ser feito para chegarmos ao ponto ideal dessa peleja”, afirmou a senadora, ressaltando que o desrespeito às garantias e a desigualdade continuam, a despeito das ferramentas que têm sido criadas, sobretudo, no que se refere à preservação da integridade física da mulher.
Instrumentos de proteção
Um desses instrumentos, citou a senadora, é a Lei Maria da Penha que no seu entender representa um grande avanço. “A partir dela, novos instrumentos de proteção à mulher foram criados, mas na contramão de tudo isso, o feminícidio continua sendo uma cruel realidade no Brasil”, disse a democrata sergipana, que é autora do Projeto de Lei 119/2015, que cria o botão do pânico, um dispositivo móvel de segurança que envia alerta imediato à polícia em caso ameaça ou agressão.
Para ela, existem várias questões a serem reparadas em todos os âmbitos. Ela apontou como exemplo a diferença salarial entre homens e mulheres. “Os estudos têm revelado que as mulheres estudam mais, trabalham mais e ganham menos”, disse ao citar dado de uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando que, apesar da redução da desigualdade entre 2012 e 2018, as mulheres trabalhadoras ganham, em média, 20,5% a menos que os homens. “Esse é apenas um ponto, mas existem vários outros que precisamos mudar para que vivamos numa sociedade justa e igualitária”, finalizou a senadora.
Mais representatividade
Para a senadora, as mulheres precisam estar mais engajadas e solidárias na busca por espaços de poder e representação. “Elas precisam ocupar o lugar que desejarem. O ambiente político é um deles. Nós precisamos de mais mulheres na política, um campo em que ainda somos sub representadas”, disse, ao considerar que há timidez e indisposição por parte de muitas mulheres em participar da política, mas para ela é imprescindível o crescimento das bancadas femininas nos Legislativos, bem como nas funções executivas.
“Até hoje, Sergipe só teve uma senadora. Também só teve uma deputada federal, que foi Tânia Soares, suplente do então deputado federal, o saudoso governador Marcelo Déda que assumiu o mandato por um período. Independente de cota, precisamos nos colocar e nos impor pela competência e pela capacidade que já demonstramos”, afirmou Maria do Carmo, ao ressaltar que o DEM Mulher tem feito esse trabalho de inserir mais mulheres na política. “Precisamos sair de casa e ocupar os nossos espaços em todo o qualquer cenário que desejarmos”.
Da assessoria de imprensa.






