Com 360.527 trabalhadores com carteira assinada e 351.651 famílias beneficiárias do Bolsa Família, Sergipe encerrou 2025 com um marco histórico no mercado de trabalho: pela primeira vez, o número de empregos formais superou o de famílias atendidas pelo programa social, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes a novembro.
O resultado reflete o avanço das políticas públicas de emprego e renda adotadas pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), e indica uma mudança estrutural no perfil socioeconômico do estado.
A evolução dos indicadores é atribuída a investimentos estratégicos, programas de qualificação profissional e ampliação de parcerias com o setor produtivo. Entre dezembro de 2022 e novembro de 2025, o número de famílias beneficiárias do Bolsa Família em Sergipe caiu de 414 mil para 351 mil, enquanto o estoque de empregos formais cresceu de 313 mil para 360 mil no mesmo período.
O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, destacou o significado da convergência dos dados. “Essa convergência das curvas representa muito mais que um dado técnico: é o símbolo de uma mudança estrutural no nosso estado, onde o trabalho volta a ser o principal instrumento de geração de renda e dignidade. Isso mostra que a política de emprego e renda vem funcionando, e o esforço coletivo do Governo de Sergipe está gerando resultados concretos na vida das pessoas”, afirmou.
O desempenho do mercado de trabalho também está relacionado à consolidação de um ambiente de negócios considerado competitivo. A gestão estadual tem investido no equilíbrio fiscal, no fortalecimento da segurança pública e em ações estratégicas para atrair novos empreendimentos e estimular a expansão da atividade econômica.
Sergipe conquistou nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação concedida pelo Tesouro Nacional que atesta a solidez fiscal do estado e amplia o acesso a financiamentos em condições mais favoráveis. Além disso, o estado se consolidou como o mais seguro do Nordeste, fator apontado como decisivo para empresas que buscam estabilidade para operar e expandir seus negócios. O programa de infraestrutura e a política de estímulo ao turismo, que elevou o fluxo de visitantes em 33,77%, reforçam esse cenário positivo.
O ambiente favorável tem atraído empresas do setor produtivo com potencial de geração de emprego e renda. Entre os exemplos está o Grupo Atakarejo, que projeta investimentos de R$ 1 bilhão em Sergipe até 2027, com expectativa de criação de milhares de postos de trabalho formais. A expansão conta com cooperação técnica junto ao governo estadual para viabilizar as operações.
Segundo o gerente geral do Atakarejo, Carlos Aquino, a parceria com o Governo do Estado é estratégica para o recrutamento e a qualificação da mão de obra local. “Nosso objetivo é gerar emprego e renda. O Atakarejo é uma empresa que ainda vai crescer muito aqui no estado”, declarou.
Além do comércio, Sergipe também avançou na atração de indústrias. Entre 2023 e outubro de 2025, o estado registrou R$ 1,7 bilhão em novos investimentos privados. O volume é resultado da combinação de incentivos fiscais e locacionais com o fortalecimento da infraestrutura, consolidando o crescimento econômico e garantindo um ciclo sustentável de geração de empregos formais.
*Com informações Secom







