ARACAJU/SE, 16 de maio de 2026 , 7:35:04

Sergipe lidera percentual de mães solo no país, aponta IBGE

 

 

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou, no último dia 12/05, em publicação feita no perfil oficial do órgão nas redes sociais, com dados do Censo 2022, o avanço das famílias chefiadas por mulheres sem cônjuge e com filhos no Brasil. Segundo o levantamento, o país registrou 7,8 milhões de mulheres nessa configuração familiar em 2022. O modelo representa 13,5% das unidades domésticas brasileiras, percentual superior ao registrado em 2000, quando era de 11,6%. Entre os estados com maiores proporções desse tipo de arranjo familiar estão Sergipe (21,61%), Bahia (20,4%) e Amapá (20,23%). 

Conforme o IBGE, no Estado de Sergipe, essa composição familiar representa 21,61% das unidades domésticas, o equivalente a cerca de 136 mil mães solo. No Censo 2010, quando Sergipe estava atrás do Distrito Federal, o percentual era de 14,3%.

As menores proporções encontram-se nos estados de Santa Catarina (22,9%), Rio Grande do Sul (24,8%) e Mato Grosso (24,9%).

No país 

O levantamento também aponta mudanças importantes na composição das famílias brasileiras. Pela primeira vez, menos da metade das famílias do país são formadas por casais com filhos. Esse modelo caiu de 56,4% em 2000 para 42% em 2022.

Já o número de casais sem filhos foi o que mais cresceu no período, passando de 13% para 24,1% das famílias brasileiras.

Outro dado destacado pelo IBGE é o aumento das famílias chefiadas por mulheres. Em 2000, apenas 22,2% das famílias tinham mulheres como responsáveis. Em 2022, esse percentual saltou para 48,8%, praticamente empatando com os lares chefiados por homens.

O Brasil tinha 13,6 milhões de unidades domésticas unipessoais e 57,7 milhões com duas ou mais pessoas com parentesco em 2022.

O estudo também mostra que o Brasil passou a ter mais pessoas vivendo sozinhas. Em 2022, o país contabilizou 13,6 milhões de unidades domésticas unipessoais, o equivalente a 19,1% dos domicílios brasileiros, quase uma em cada cinco residências.

De acordo com o IBGE, fatores como o aumento da escolaridade feminina, maior participação das mulheres no mercado de trabalho e a redução da fecundidade ajudam a explicar as mudanças observadas nas estruturas familiares brasileiras.

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