A Hanseníase é uma doença crônica, milenar e cercada de estigmas. Embora esse contexto, a doença tem tratamento gratuito disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), podendo evoluir à cura quando tratada corretamente. Os dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam que nos últimos três anos houve um decréscimo no número de notificações da doença em Sergipe. Em 2019 foram registradas 312 notificações, em 2020 caiu para 250 e em 2021 foram 246. Neste sentido, a SES alerta, incentiva e recomenda a mobilização das ações relacionadas à luta contra à Hanseníase, em alusão ao Janeiro Roxo.
“O Janeiro Roxo foi definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o momento para sensibilização da sociedade sobre a temática Hanseníase. Mês pontual para discutir e refletir sobre a Hanseníase como problema de saúde pública e potencializar as ações para sua eliminação. Momento de ampliar a discussão sobre as formas de contágio e reforçar que a Hanseníase tem cura e depende do diagnóstico precoce e tratamento adequado. Com informação qualificada, conseguiremos desconstruir o estigma e preservar os direitos da pessoa acometida pela Hanseníase”, salienta a referência técnica do Programa de Vigilância e Controle da Hanseníase da SES, Maria de Fátima Dias.
Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a Hanseníase é caracterizada por manchas com alterações na sensibilidade, afetando, principalmente, membros superiores, inferiores podendo afetar a visão, se não tratada no tempo oportuno, a doença pode levar à incapacidade permanente. Para controlar a doença no estado, a SES através do Programa de Vigilância e Controle da Hanseníase diz que realiza o monitoramento das ações junto aos municípios.
Sinais de suspeição
Os sinais de suspeição da Hanseníase são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade tátil, térmica e dolorosa; áreas com diminuição dos pelos e do suor; fisgadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas; diminuição da sensibilidade e da força muscular da face, mãos e pés, devido à inflamação de nervos.
Diagnóstico
O diagnóstico da Hanseníase é clínico realizado por meio do exame geral e dermatoneurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas, motoras e autonômicas. O diagnóstico é feito pelos profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS), na Atenção Primária. A transmissão ocorre quando uma pessoa com Hanseníase, na forma infectante da doença, ou seja, sem tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior, através do aparelho respiratório superior (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro).
Prevenção
Vacinação com BCG, de acordo com calendário vacinal, vacinação de contratos, diagnóstico e tratamento precoce são as principais formas de prevenção para novas infecções pela Hanseníase.






