Setembro Vermelho alerta para sinais de doenças cardíacas na infância

O diagnóstico precoce de doenças cardíacas pode fazer diferença no tratamento e na qualidade de vida das crianças. No Setembro Vermelho, campanha de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico das doenças cardiovasculares, especialistas alertam para a importância do acompanhamento pediátrico e da identificação de sinais que podem indicar alterações no coração.
Segundo a médica pediatra Michelle Loyola, com formação complementar em Cardiologia Pediátrica e atuação no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS/HU Brasil), as cardiopatias congênitas estão entre as principais causas de problemas cardiovasculares na infância. Essas alterações podem surgir ainda durante a formação do coração, na gestação.
“As cardiopatias congênitas estão presentes desde a formação do coração, ainda na gestação. Algumas podem ser identificadas durante o pré-natal, por meio da ultrassonografia e, quando indicado, do ecocardiograma fetal. Após o nascimento, a avaliação clínica pelo pediatra é fundamental. O Teste do Coraçãozinho, realizado por meio da oximetria de pulso, também é muito importante para ajudar a identificar algumas cardiopatias congênitas críticas antes da alta da maternidade”, esclarece a médica.
Além das doenças presentes desde o nascimento, outras alterações podem surgir durante a infância, entre elas miocardites, algumas arritmias e problemas nas valvas cardíacas. Por isso, o acompanhamento regular com o pediatra é importante para identificar possíveis alterações.
Dificuldade para mamar, cansaço ou falta de ar, suor excessivo durante as mamadas, baixo ganho de peso, coloração arroxeada nos lábios ou na pele, palpitações e desmaios estão entre os sinais que devem ser observados pelos responsáveis.
A prevenção também começa na infância, com alimentação equilibrada, atividade física adequada à idade, sono regular e consultas pediátricas. O crescimento, o peso e a pressão arterial devem ser acompanhados, assim como a prática de atividades físicas e a redução do sedentarismo.
“Esses hábitos contribuem para uma vida mais saudável e ajudam a reduzir fatores de risco cardiovascular no futuro”, complementa Michelle.
Quando uma doença cardíaca é identificada, o tratamento varia de acordo com o tipo e a gravidade da alteração. Algumas crianças precisam apenas de acompanhamento médico, enquanto outras podem necessitar de medicamentos, procedimentos por cateterismo ou cirurgia cardíaca.
“Algumas crianças precisam apenas de acompanhamento, enquanto outras podem necessitar de medicamentos. Nos casos em que existe uma alteração estrutural do coração, podem ser necessários procedimentos por cateterismo ou cirurgia cardíaca. Nas cardiopatias mais graves, o tratamento pode precisar ser realizado ainda nos primeiros dias ou meses de vida. O mais importante é o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado, porque isso permite definir o melhor tratamento para cada criança e oferece melhores perspectivas de qualidade de vida”, pontua.
O Setembro Vermelho reforça a necessidade de atenção à saúde cardiovascular desde os primeiros anos de vida. A realização das avaliações recomendadas, o acompanhamento pediátrico e a busca por atendimento diante de sinais de alerta são medidas que podem contribuir para o diagnóstico e o tratamento adequado das doenças cardíacas na infância.
Sobre a HU Brasil
O HU-UFS integra a Rede HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
*Com informações Unidade de Comunicação do HU-UFS
