A SpaceX, empresa de foguetes do bilionário Elon Musk, lançou, nesta sexta-feira (22), o foguete Starship, após 12 tentativas. Este foi o primeiro teste em sete meses. A versão atual do veículo tem cerca de 124 metros de altura, maior que a anterior.
A missão durou cerca de 65 minutos e a Starship conseguiu pousar no Oceano Índico, como o previsto. A estrutura foi tomada por chamas logo depois.
O teste de voo antecede a entrada da SpaceX na bolsa de valores Nasdaq, em um contexto de grandes expectativas para a empresa espacial.
O bilionário Jared Isaacman, atual administrador da Nasa e primeiro civil a caminhar no espaço, compareceu à base da SpaceX para acompanhar o lançamento do foguete.
As missões mais recentes da Starship terminaram com sucesso, mas testes anteriores acabaram em explosões – incluindo ocorrências sobre o Caribe e outra após atingir o espaço.
Em junho de 2025, a parte superior explodiu durante um teste em solo. A missão avança apesar de um acidente recente com um trabalhador, que teria morrido após cair de um andaime na base no Texas, segundo relatos.
Apostas
O teste ocorre em um momento crucial para a SpaceX. A empresa tem contrato com a Nasa para desenvolver uma versão modificada da Starship que servirá como sistema de pouso na Lua. O programa Artemis, da Nasa, tem como objetivo levar novamente astronautas à Lua, enquanto a China se prepara para sua primeira missão tripulada prevista para 2030.
Diante do atraso do setor privado, cresce a inquietação no governo Trump, em meio a temores de que os EUA possam não ser os primeiros nessa nova corrida espacial. Tanto a SpaceX quanto sua rival Blue Origin, de Jeff Bezos, que também disputa o desenvolvimento de um módulo de pouso lunar, têm reorientado suas estratégias para priorizar projetos ligados à Lua.
A Nasa pretende testar em 2027 um encontro em órbita entre a nave espacial e um ou dois módulos lunares e realizar um pouso tripulado antes do fim de 2028. No entanto, especialistas do setor demonstram ceticismo quanto à capacidade da SpaceX e da Blue Origin de cumprir esses prazos.
Um dos principais desafios é demonstrar a capacidade de reabastecimento em órbita com propelente super-resfriado – uma etapa essencial, mas ainda não testada, para missões ao espaço profundo.
Fonte: Estadão






