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Temperatura média global pode aumentar mais de 1,5ºC em cinco anos, alerta ONU

29/05/2025 às 11:00

 

Relatório divulgado nessa quarta-feira (28) pela Organização das Nações Unidas (ONU) evidencia ainda mais a urgência de que medidas sejam tomadas pelas nações para reverter a escalada das temperaturas recordes, esperadas para os próximos cinco anos. A previsão da Organização Meteorológica Mundial (OMM) é do aumento da média global superior a 1,5°C, acima dos níveis pré-industrias (1850-1900), determinado como limite máximo no Acordo de Paris. A partir daí, há o entendimento comum entre os cientistas de riscos climáticos imprevisíveis. O relatório prevê aumento de até 1,9°C.

A escalada de recordes de temperaturas afeta diretamente as economias locais assim como a saúde das pessoas, que ficam mais vulneráveis aos eventos climáticos intensos. As regiões ficam mais propensas à incêndios, secas e inundações que podem ficar ainda mais severos do que se viu nos últimos dois anos, ao redor do planeta.

O ano passado já foi confirmado como o mais quente da história, pelo relatório “Estado do Clima Global 2024” da OMM. Esse relatório enfatiza a necessidade de redução rapida das emissões de gases de efeito estufa e de implementar medidas de adaptação para mitigar os impactos das mudanças climáticas. Nessa situação, cada fração de CO₂ evitada ou removida da atmosfera conta. Abaixo as medidas que, segundo a ONU, podem ajudar a mudar o panorama global e salvar vidas.

Redução rápida das emissões de gases de efeito estufa

– Zerar as emissões líquidas até 2050 é essencial para limitar o aquecimento a 1,5 °C.

– Priorizar o corte de CO₂, metano (CH₄) e outros poluentes de vida curta.

– Fechar usinas a carvão e restringir novos investimentos em combustíveis fósseis.

 

Transição energética

– Substituir rapidamente combustíveis fósseis por fontes renováveis (solar, eólica, hidrelétrica).

– Aumentar investimentos em eficiência energética e redes de distribuição modernas.

– Promover transporte limpo (veículos elétricos, transporte público, ciclovias).

 

Preservação e recuperação de ecossistemas naturais

– Restaurar florestas, manguezais e áreas degradadas, que atuam como sumidouros de carbono.

– Proteger a biodiversidade, já que ecossistemas resilientes ajudam na adaptação climática.

 

Mudança nos sistemas alimentares

– Reduzir o consumo de carne (especialmente bovina), que é altamente emissora de metano.

– Combater o desperdício de alimentos.

– Incentivar práticas agrícolas sustentáveis e regenerativas.

 

Financiamento climático e justiça social

– Ajudar países em desenvolvimento com tecnologia, recursos financeiros e capacitação.

– Implementar políticas que garantam uma transição justa para trabalhadores e comunidades dependentes de setores poluentes.

 

Educação, comunicação e participação social

– Aumentar a conscientização climática e a participação cidadã nas decisões políticas.

– Envolver jovens, comunidades indígenas e movimentos sociais.

 

Fonte: VEJA

 

 

 

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