Perder a final por 2 a 1 para o Uruguai na Copa de 1950. O 7 a 1 na semifinal, também em casa, para a Alemanha, em 2014. Há quem diga que, entre os traumas futebolísticos doloridos, há um jogo que faz torcedores da Seleção Brasileira respirarem tão fundo quanto essas ocasiões. A tão forte lembrança é de 1982 e foi batizada pela imprensa de “Tragédia do Sarriá” – em alusão ao estádio na cidade de Barcelona onde tudo aconteceu. A derrota completa 40 anos nesta semana.

Os três gols de Paulo Rossi, no dia 5 de julho de 1982, fizeram parte do pesadelo dos brasileiros que assistiram à até então impensável eliminação da Seleção na segunda fase de grupos da Copa do Mundo da Espanha (naquele ano, o método de disputa era diferente do atual). O acontecimento foi tão surpreendente que gerou uma comoção nacional. O Brasil precisava de um empate para passar de fase, mas acabou perdendo por 3 a 2. A Itália foi a campeã do mundo e o Brasil adiou o sonho do tetracampeonato, que só veio 12 anos depois.
Mas, tão vivos quanto às lembranças dos gols de Paulo Rossi, são os momentos que despertaram a esperança dos torcedores. Depois de sofrer o primeiro gol, com apenas cinco minutos de jogo, o Brasil empatou com Sócrates, aos 12 minutos do primeiro tempo. “É demais! É demais!”. A emoção do primeiro empate, na voz de José Carlos Araújo, está no arquivo da Rádio Nacional. Ouça abaixo:
Depois, a Itália passaria à frente no marcador novamente aos 25 minutos. O Brasil só conseguiu empatar aos 24 minutos no segundo tempo, com um golaço do Falcão. Na comemoração, ele corre de punhos cerrados: “o Rei de Roma em Barcelona”, bradou o narrador. Para imaginar essa cena novamente, ouça o áudio abaixo:
A felicidade só duraria mais seis minutos, quando a campeã daquela Copa faria o gol da vitória.
Moraes Moreira faria 75 anos
Nas lembranças da Copa de 1982, uma das vozes que embalaram a campanha brasileira foi a do cantor baiano Moraes Moreira, nascido em Ituaçu. A música “Sangue, Swingue e Cintura” era ouvida com frequência.
“O rei aqui é Pelé/Na terra do futebol/Olé! É bola no pé/Redonda assim como o sol/Seja no Maracanã/Ou num gramado espanhol/Escola aqui é de samba/E bola é arte do povo…”.
Esta semana pode ser motivação de homenagem ao célebre músico, que nasceu há 75 anos, em 8 de julho de 1947. Ele morreu em 2020, vítima de um infarto, mas deixou extensa obra e legado para a cultura nacional.
No acervo dos veículos da Empresa Brasil de Comunicação, histórias, reportagens e shows estão disponíveis para se conhecer mais sobre o músico que ficou conhecido por sucessos como Preta pretinha, Brasil pandeiro, Festa do interior, Vassourinha elétrica, Isso aqui o que é e Por que parou? Parou Por quê?.
O talento de Moraes Moreira também pode ser conferido nesta entrevista de 2018 para o Rádio Batuta, da Rádio MEC. Na época, ele estava lançando o CD Ser tão, com forte presença do cordel e de suas recordações sertanejas.
Na conversa, o cantor lembra, por exemplo, que só viu o mar quando tinha 17 anos de idade. Ele recorda que sonhava estudar medicina, mas abraçou a música, integrando um dos grupos mais importantes da música brasileira: os Novos Baianos. Moreira também falou da influência de João Gilberto, Pepeu Gomes e Baby Consuelo em seu som.
Agência Brasil







