EM SERGIPE - 10/02/2020 - 15:34

Três hospitais estão aptos a receber pacientes suspeitos de coronavírus

Foto: Divulgação

Da redação, AJN1

O secretário de Estado da Saúde, Valberto de Oliveira, conversou com a imprensa na manhã desta segunda-feira (10), com o objetivo de apresentar o Plano Estadual de Contingência para um possível enfrentamento ao Coronavírus, doença originária da China e que já provocou mais de 908 óbitos e infectou 40.171 pessoas naquele país. Ainda sem registro do vírus, o Brasil tem 11 casos suspeitos, segundo o Ministério da Saúde.

Acompanhado da superintendente, Adriana Menezes, e dos diretores de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa, e Atenção Integral à Saúde, João lima, o secretário informou que a recomendação do Ministério da Saúde para os Estados é precaução e fortalecimento da vigilância nos âmbitos estadual e municipal em relação ao coronavírus. Ele também afirmou que em Sergipe, as únicas unidades de retaguarda para assistir possíveis pacientes infectados são: Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), o Hospital Regional de Itabaiana e o Hospital Universitário de Lagarto (HUL).

Valberto de Oliveira explica ainda que o Laboratório Central de Sergipe (Lacen) é o órgão responsável pelo exame do material coletado em suspeitos. Conforme o secretário, O Lacen não analisa para o coronavírus, mas para os vírus que circulam no Estado. Se o resultado for negativo para estes vírus, uma amostra será encaminhada para laboratórios de referência nacional que são Fio Cruz e o Adolf Lutz, para confirmação do coronavírus.

“Estivemos quarta e quinta-feira passadas em Brasília, quando participamos da assembleia do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Saúde e da reunião do Colegiado Interfederativo Tripartite, que contou com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Em ambas, a pauta foi coronavírus. Apresentamos nosso plano de contingência e ficamos satisfeitos em saber que se coaduna com as orientações do Ministério da Saúde”, disse Valberto de Oliveira.

O Plano de Contingência de Sergipe para o coronavírus foi produzido por um grupo de trabalho interno instituído pelo secretário, que contou com a participação de representantes da Anvisa e do Cosems. O plano alinha e orienta todos os profissionais de saúde da rede pública e privada, da Atenção Básica à Rede Hospitalar.

“O documento define o que é um caso suspeito e qual conduta adotar diante desse fato, norteando as ações do Estado frente ao coronavírus”, explica a diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa.

Como identificar o vírus

De acordo com Mércia Feitosa, um caso suspeito precisa ter mais que febre e os sintomas respiratórios comuns a outros vírus como o N1H1 ou Influenza. A Nota Técnica elaborada pela SES diz que é preciso ter também o vínculo epidemiológico, ou seja, se o paciente esteve na China (local de concentração da transmissão) nos últimos 14 dias, se manteve contato com algum outro suspeito de coronavírus nos últimos 14 dias ou com algum caso confirmado. Se a resposta para as três situações for positiva, este é um caso suspeito.

Neste caso, a conduta médica é colocar imediatamente uma máscara no paciente, isolá-lo, colher amostra de material para exame e comunicar a suspeita ao Centro de Informações Epidemiológicas de Vigilância em Saúde (unidade de respostas emergenciais). O isolamento não tem que ser necessariamente hospitalar. O estado do paciente é quem dirá se ele deve ser mantido isolado em casa e socialmente ou em unidade hospitalar.