Saiu uma pesquisa da Influency.me + Opinion Box sobre comportamento nas redes. E o dado choca:
11% dos brasileiros seguem influenciadores que não admiram.
É o chamado hate following — quando você não curte, mas segue mesmo assim.
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Segue pra criticar.
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Segue pra vigiar.
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Segue pra se irritar.
➜ Mas segue.
Isso vai muito além das redes
O hate following é só um sintoma de algo maior:
a força da identificação.
As pessoas não seguem só conteúdos.
Seguem símbolos.
Seguem ideias.
Seguem posturas.
Ou então… seguem contra tudo isso.
Bem-vindo ao mundo do branding
Marcas fortes não são neutras. Elas tomam partido.
Elas têm narrativa, e é isso que conecta — ou afasta.
Exemplos?
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Vans é rebelde. Não atrai patricinhas.
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Calvin Klein é sexy. Não conversa com conservadores.
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Patagônia defende causas. Não é pra quem consome no piloto automático.
Essas marcas vendem algo maior que produto:
Vendem identidade.
Quem compra quer:
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Se expressar.
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Pertencer.
E quem não gosta?
Tem dois caminhos:
Ignora
Ou odeia
O hate following nasce disso:
Gente que rejeita, mas assiste.
Comenta, só pra ser contra.
Por quê?
Porque marca forte incomoda.
Ela causa reação.
E onde há reação…
Há relevância.
Ser ignorado é pior.