“Pipoca na panela, começa a arrebentar…”
Se você completou esse jingle mentalmente, parabéns: você é parte da geração que cresceu com a caçulinha na mão. Agora, imagine esse mesmo ícone nostálgico voltando à cena, mas acompanhado da Mãozinha, personagem da série Wandinha, da Netflix. Pois foi exatamente essa a jogada da Guaraná Antarctica para fisgar os fãs da série.
Um símbolo cultural brasileiro
O Guaraná Antarctica não vende só refrigerante. Ele vende:
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Brasilidade (galera que mora no exterior até se emociona ao encontrar a latinha verde)
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Memória afetiva
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Um pedaço da infância em forma de garrafinha
O caçulinha foi lançado em 1950, ainda nas garrafas de vidro. A versão pet fez muito sucesso nos anos 90 e 2000. Agora, em 2025 o trunfo foi empacotar essa nostalgia com uma collab com a série Wandinha, fenômeno entre as novas gerações.
Ou seja, não é só sobre lembrar o passado. É sobre conectá-lo com o agora.
Quando o produto é multigeracional
Reviver o jingle e dar sentido a ele é sensacional. Essa campanha acerta em cheio por um motivo simples: ela conversa com públicos diferentes sem perder identidade.
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Nostálgicos (millennials) → caçulinha + jingle clássico
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Geração Z e Alpha → personagem da Netflix + cultura de streaming
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Consumidores digitais → app Zé Delivery + brindes temáticos
É a interseção entre o que a marca foi, o que ela é e o que ela quer continuar sendo. Branding que respeita a essência, mas atualiza o repertório.
Outro ponto brilhante: o Guaraná transformou o produto em mídia. A garrafinha vira foto, o brinde vira post, a latinha temática vira objeto de desejo. Isso gera alcance orgânico. Marketing de influência sem precisar pagar o influenciador, porque o próprio consumidor vira mídia.
O que outras marcas podem aprender
✅ Resgate emocional bem dosado → nostalgia é potente!
✅ Cocriação com a cultura pop → marcas que dialogam com o entretenimento ganham agilidade cultural.
✅ Produto que conta história → embalagem, brinde e canal se tornam oportunidades de venda.
O Guaraná Antarctica mostra que branding eficaz não precisa reinventar tudo. Às vezes, só precisa reconectar, saber conversar com diferentes gerações, sem perder a própria voz da marca.