Os critérios de reajuste do piso salarial do magistério foram discutidos pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, em reunião realizada na noite da última terça-feira, 13, no Palácio do Planalto. O encontro contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana; da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; e de representantes de entidades.
Durante a reunião, o líder municipalista voltou a demonstrar preocupação com a capacidade financeira das prefeituras para cumprir o reajuste salarial dos professores. Ziulkoski apresentou dados e levantamentos elaborados pela CNM que revelam um cenário crítico enfrentado pelos municípios em todo o país, marcado pela insuficiência de recursos para absorver os aumentos previstos.
Segundo o presidente da Confederação, os percentuais de reajuste aplicados nos últimos anos ficaram muito acima da inflação, impactando diretamente as contas municipais. Esse crescimento tem comprometido uma parcela significativa das receitas locais, reduzindo a capacidade de investimento em outras áreas da Educação e na manutenção dos serviços públicos. Ele reforçou que a CNM reconhece a relevância e a valorização da categoria, mas defendeu a necessidade de maior participação da União no custeio desses reajustes.
“Não somos contra o pagamento do reajuste aos professores. Só que a gente precisa ter esse dinheiro para pagar. Temos um levantamento em que muitos dos Municípios não conseguiram dar esse aumento e necessitamos dos repasses para cumprir com essa obrigação”, disse Ziulkoski.
Ao ouvir as manifestações, a ministra Gleisi Hoffmann sugeriu a realização de um novo encontro nos próximos dias, com o objetivo de avançar na busca por consenso sobre o tema.
O presidente da CNM aproveitou a oportunidade para entregar aos ministros o convite para XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que acontecerá entre os dias 18 e 21 de maio, na capital federal.