ARACAJU/SE, 23 de fevereiro de 2024 , 0:55:42

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Agentes de endemias passam por capacitação

Cinquenta agentes de endemias reforçarão, a partir da segunda-feira (5), a Brigada Itinerante de Combate à Dengue. Os agentes estão participando de uma capacitação realizada pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa). Este grupo se somará aos agentes já em campo, totalizando 100 profissionais, nos trabalhos que serão realizados em áreas com grande índice de infestação do Aedes Aegypti.

Na capacitação é abordada a situação epidemiológica da doença, além de resgate histórico no Estado e no Brasil. Também foi realizado um diálogo sobre a importância do trabalho em campo, que vai desde as ações educativas (Educação em Saúde) até o controle e identificação do mosquito.

De acordo com a gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, a brigada itinerante tem o objetivo principal de controlar o vetor. “ É um trabalho de controle, claro que também identificamos o vetor, o agente olha o criadouro, identifica que tem larva e o destrói. Na lavanderia, por exemplo, o agente pode esvaziá-la e colocar uma cobertura para o mosquito não ter acesso. Fazemos também um trabalho de Educação em Saúde nas escolas, para que as crianças levem a mensagem do combate à dengue para os pais”, destaca.

LIRAa

O quarto Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) apontou que o número de município em alto risco aumentou de 21 para 26. Sidney Sá, salienta que o empenho da SES para diminuir os índices é grande, contudo é necessário também a continuação dos trabalhos pelos municípios.

“Embora a gente esteja com um exército de 100 agentes, é importante salientar que eles entram nos municípios, mas não permanecem lá, o trabalho que tem que ser feito posteriormente após a saída deles deve ser rotineiro e realizado pelos agentes municipais. Não adianta acreditar que a brigada vai passar três dias trabalhando em áreas extremamente de riscos e o índice vai ser baixo no próximo LIRAa. Para isso acontecer o município tem que dar continuidade nas ações”, enfatiza.

Municípios

A gerente do Núcleo de Endemias da SES explica que há um trabalho de planejamento com os municípios, em que é definido procedimentos e localidades específicas para a atuação da brigada. “Existe toda uma organização e planejamento de trabalho. Agente elenca os municípios, conversa com o gestor, oficializa a presença da força-tarefa e os nossos supervisores regionais de endemias articulam junto à equipe técnica do município quais as localidades que irão ser trabalhadas”, disse.

Ela ainda salienta que é necessário priorizar os territórios em situação crítica. “Eu não consigo trabalhar em três dias todo o território do município, portanto é preciso priorizar as áreas em que a brigada irá atuar. Na medida que a gente oficializa com o gestor municipal, o nosso grupo técnico planeja as ações que serão realizadas”, conclui.

Fonte: ASN

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