ARACAJU/SE, 19 de junho de 2024 , 4:19:31

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Ambulantes voltam a ocupar a praça João XXIII

No final da manhã desta sexta-feira (15), cerca de 50 vendedores ambulantes voltaram a ocupar as imediações da praça João XXIII, ao lado da “Rodoviária Velha”, como forma de protesto contra a desocupação da área que ocorreu no último sábado (9) por determinação da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), depois que a liminar que mantinha a feira no local foi revogada pelo desembargador Cesário Siqueira.

A área vinha sendo apontada pela polícia como uma das mais violentas do centro da capital, com registros constantes de homicídios.

Segundo o assessor de Comunicação Emsurb, Augusto Aranha, os ambulantes estão proibidos de ocuparem o local. “Estamos presentes lá. Nossos fiscais estão lá. Inclusive hoje à tarde recebemos uma comissão desses ambulantes que nos procurou. O que eles querem é o retorno para lá, mas não concordamos. Conversamos, mas o nosso objetivo é a retirada deles

Aranha disse ainda que os ambulantes ocupam parte da avenida Mamede Paes Mendonça, com carrinhos. “Mas não vamos permitir que fiquem lá. É mais correto defini-los como ambulantes, uma vez que usam os carrinhos, não têm bancas, uma estrutura comum de feira mesmo. Mas, ainda assim, eles também não são permitidos de ficar lá”.

Ainda não há previsão de retirada dos comerciantes, como explica Aranha. “Estamos conversando com eles sobre a retirada. Não sei dizer se saem hoje. Recebemos a comissão hoje à tarde, estamos lá tentando pelo diálogo. Precisamos da área, não temos como cedê-la, pois é importante para a mobilidade urbana, principalmente naquele local.

Aranha destacou que os comerciantes serão realocados nos mercados e feiras livres da capital, mediante cadastro na Emsurb. “A eles já foram oferecidas outras áreas na cidade, e mantemos abertas nossas propostas.
Esses são os interessados no remanejamento. A parte que ficou na rodoviária é a que não quis ir a lugar nenhum e não quer sair do local”.

Contraponto

Uma ambulante, conhecida como “Nininha” acusa a Emsurb de não oferecer local para trabalhar. “A Emsurb falou de realocar os feirantes, entre outras coisas. Nos retiraram trazendo uns papéis, só que não dava tempo para lermos o que estávamos assinando, e fizemos uma cova para nos enterrarmos, assinando um papel que foi da retirada da gente. Eles nos retiraram prometendo vaga nos mercados municipais, só que até agora não tivemos notícia nenhuma. Mandaram a gente trabalhar em casa, e precisamos trabalhar! Como vamos pagar aluguel e sobreviver? Não podemos aguardar em casa, queremos um lugar, e esse lugar que acabamos de ocupar não está atrapalhando em nada. Vamos saber como trabalhar, como se comportar, e só queremos trabalhar”.

Colaborou o repórter Pedro Ivo, do Correio de Sergipe. 

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