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AMO promove oficina de Origami

 

Ao buscar significados surpreendentes e valiosos na cultura japonesa, a Associação dos Amigos da Oncologia (AMO) descobriu a lenda do “tsuru” e decidiu promover, durante o mês de setembro, oficinas de origami para voluntários e assistidos. O objetivo é oferecer uma atividade recreativa, e tentar dar um novo significado a trajetória e a vida de cada participante.

Para isso, a meta estipulada foi a de produzir dois mil tsurus rosas para ornamentar a sede institucional e preparar a chegada do Outubro Rosa – a campanha mundial de prevenção e de conscientização do câncer de mama – que será lançada oficialmente pela Associação no dia 2 de outubro.

De acordo com a presidente-voluntária da Associação, a assistente social Conceição Balbino, nesta quinta-feira (21), a partir das 14h será iniciada uma nova oficina. Enquanto a ornamentação da sede da AMO começa no próximo dia 27. “A ideia é unir mulheres com câncer de mama e voluntárias para repetir a ação imortalizada no Japão de criar tsurus e desejar para si e para outros paz, saúde, felicidade e longevidade”, comemora.

Arte japonesa

A origamista e facilitadora Zélia Kimura – casada com um nissei (a primeira geração de filhos de japoneses imigrantes), explica que o origami é a arte japonesa de dobrar papel e criar representações de seres e objetos com dobraduras geométricas sem necessitar de corte ou colagem.

“Paciência, concentração e habilidade para dobras geométricas são fundamentais para a produção de origamis. Como temos um objetivo específico, estamos focados na produção dos tsurus, que significa garça em japonês e é vista pela lenda como uma ave sagrada que vive mil anos e que concede desejos”, conta Zélia Kimura.

História

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma menina japonesa de nome Sadako Sasaki sobreviveu, junto com sua mãe e seu irmão, à bomba atômica lançada sobre Hiroshima e Nagasáki. Embora, estivesse saído ilesa ao ataque, ela ficou atingida pela chuva radioativa que caiu na cidade e adoeceu com câncer.
Já hospitalizada, Sadako recebeu a visita de uma amiga que lhe contou a lenda do tsuru. A garota passou a fazer, portanto, seus tsurus com o mesmo pedido de sempre: de se curar e voltar a viver normalmente. Em vida, Sadako conseguiu criar 646 tsurus de papel e, após sua morte, seus amigos fizeram o restante, completando os mil.

Em sua memória, um monumento conhecido como Torre dos Tsurus foi erguido no Parque da Paz, em Hiroshima, com um menina de braços estendidos segurando um tsuru no topo do pedestal de granito. Hoje, milhares de pessoas de todas as partes do Japão e do Mundo deixam tsurus no monumento na busca da concretização de pedidos.

Fonte: Ascom AMO