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Aumenta número de pessoas com Aids, Sífilis e Hepatites

 

Da redação, AJN1

O coordenador do Programa IST/Aids, Almir Santana, informou nesta terça-feira (25), que aumentou o número de casos de pessoas com HIV/Aids, Sífilis e Hepatites B e C em Sergipe. Segundo ele, nos últimos quatro anos, 1.430 gestantes foram diagnosticadas com Sífilis. Somente no primeiro semestre deste ano, já foram mais de 135 casos. Em relação às Hepatites, neste ano foram confirmados 42 casos da B no estado e 19 da C.

Almir destaca que, apesar das ações rotineiras e campanhas de conscientização para o uso de preservativos realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), está havendo um relaxamento por parte das pessoas.

“Fazemos ações e campanhas constantemente, mas as pessoas ainda precisam se conscientizar muito mais da importância do uso do preservativo. Embora a camisinha seja distribuída gratuitamente nos postos de saúde, muitos optam por não usá-la e acabam adquirindo doenças, o que é muito preocupante”, disse.

Sífilis congênita

Almir diz ainda que os números são mais alarmantes nos casos de sífilis congênita, doença infecciosa transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez e que pode causar graves consequências como a má-formação do feto, o aborto ou a morte da criança logo após o nascimento.

“Entre 2016 e 2017 foram confirmados mais de 400 casos de crianças com a doença em Sergipe. Isso mostra que há falhas no pré-natal, que é feito na Rede de Atenção Básica, e que também muitas gestantes não procuram fazer de maneira correta os exames preventivos.”

HIV/Aids

De 1987, ano da epidemia da HIV/Aids, até 2017, foram notificados 5.800 casos da doença em Sergipe e destes, 1.415 pessoas foram a óbito por causa da enfermidade. “O aumento no número de casos está ligado ao comportamento das pessoas que insistem em ter relações sexuais sem o uso do preservativo. A incidência da doença continua sendo maior em homens e na faixa etária de 20 a 34 anos. Enquanto a sociedade não se conscientizar realmente da importância da camisinha, não conseguiremos baixar as estatísticas, apesar das campanhas permanentes”, conclui o coordenador.