ARACAJU/SE, 16 de junho de 2024 , 21:20:49

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Base da estrutura da caixa d’água apresentava corrosão, afirma Defesa Civil

Da redação, AJN1

A Defesa Civil do Estado já concluiu o laudo técnico sobre as causas do desabamento da caixa d’água construída e mantida pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), localizada ao lado da Escola Municipal Professor Osman dos Santos Oliveira, no povoado Campo Grande, zona rural do município de Nossa Senhora das Dores. O reservatório tombou na tarde do último dia 6 sobre o telhado da unidade de ensino e deixou duas crianças mortas e outras 19 pessoas feridas.

O coronel Alexandre Alves, diretor da Defesa Civil do Estado, informou que o parecer ficou pronto nesse fim da semana e que já foi entregue ao Ministério Público e à Polícia Civil. “Concluímos e foi entregue às autoridades como uma peça integrante ao inquérito policial, no intuito de subsidiar as investigações policiais, bem como qualquer tipo de ação junto ao Ministério Público”, disse.

Corrosão

O coronel não quis detalhar o conteúdo do laudo por questões éticas, mas admitiu que a base da estrutura apresentava corrosão. “O que podemos adiantar da conclusão é que indica sinais de alta corrosão na base da estrutura. Na verdade, a Defesa Civil não é responsável pelos laudos, e sim, pelas avaliações de risco. Como temos o expertise, fizemos esse trabalho técnico, sempre colaborando com autoridades assim que solicitado. Em resumo é isso”, revelou.

Relembre a tragédia

Era hora do recreio, por volta das 15h do dia 6 de novembro deste ano, quando uma caixa d’água de mais de 10 metros, estrutura em aço, que fica anexa à Escola Municipal Professor Osman dos Santos Oliveira, desabou sobre o telhado de uma das salas da instituição de ensino, tirando a vida de duas crianças (um menino e uma menina de aproximadamente 7 anos), e ferindo outras 19 (sendo 11 crianças), além de deixar um rastro de pânico e consternação na maior tragédia da história do município.

De acordo com informações da assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Dores, a torre da caixa d’água fica ao lado da escola, numa área administrada pela Deso. No momento do desabamento, os alunos, com idades entre 7 e 12 anos, estavam no pátio, em virtude do intervalo. Se não fosse esse detalhe, o número de vítimas poderia ser maior.

A caixa tinha capacidade para 40 mil litros de água e atendia, de forma precária, cerca de 600 famílias do povoado.

 

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