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Belivaldo quer mais apoio do governo Federal no combate à violência

 

Em entrevista a Rádio Jornal AM, o governador em exercício Belivaldo Chagas voltou a defender um maior apoio do governo Federal no combate à violência, com a realização de um trabalho integrado na repressão ao tráfico de drogas. “Sergipe não produz drogas, nem armas e precisa fechar essas fronteiras e impedir que elas cheguem aqui. Precisa ser implantado um Fundo Nacional de segurança para apoiar os estados. Diante desta crise, fica difícil para um estado pequeno como nosso realizar grande investimentos nessa área. Apesar disso, o governo do Estado tem empreendidos esforços no intuito de garantir à população uma sensação de segurança presente. Estamos trabalhando de forma estratégica para isso”, frisou.

O governador em exercício também falou das reuniões que tem realizado em algumas secretarias de Estado. “Acredito que temos sempre de estar mais próximos. Sempre trabalhei assim. O objetivo dessas visitas é estar mais junto às secretárias e ver de perto a realidade de cada pasta”.

Na secretaria de Saúde, Belivaldo relatou que foi adquirido 30 novas ambulâncias para atender o Samu, um investimento de R$ 4,2 milhões, realizado com recursos próprios. Já na SSP, o governador comentou sobre a convocação mais 15 agentes da polícia civil aprovados em concurso, a criação da 4° Companhia Independente da Polícia Militar, com sede em Simão Dias, e a realização de concurso para policiais militares e agentes prisionais. Os novos agentes convocados serão lotados no interior. “Com isso, 15 agentes que já trabalham no interior serão remanejados para o Departamento de Homicídios de Proteção à Pessoa (DHPP), localizado em Aracaju”, acentuou.

Previdência

Sobre o déficit da previdência, Belivaldo Chagas disse que em 2017 esse valor deve superar a marca de R$ 1,2 bilhão em 2017. “Esse valor é maior do que todo o orçamento da Secretaria de Estado da Educação para este ano. A previdência arrecada R$ 40 milhões para pagar uma folha de R$ 140 milhões. Todo mês, são R$ 100 milhões a mais que precisamos aportar para cobrir a folha de ativos e inativos. E a folha a cada mês cresce mais. No decorrer deste ano, a gente deve ter mais de 2,5 mil servidores aposentados, 200 por mês. Estamos tomando medidas para diminuir esse impacto, fazendo economia mês a mês, mas é difícil superar um déficit de R$ 100 mil mensal sem prejudicar os serviços básicos de saúde, educação e infraestrutura. Não dá pra tapar um buraco com outro”.

O governador em exercício também lembrou que o déficit previdenciário é um problema que foi gerado ao longo de gestões anteriores. “Governos anteriores deixaram de fazer o dever de casa. Você tem que olhar o presente e o futuro, ver o cálculo atuarial, incrementar a previdência para que não se chegue ao ponto que chegamos. O fato é que, como não cuidaram, um dia iria explodir e explodiu na nossa gestão. O que iremos fazer para que a situação não se agrave mais é observar que a gente tem um contingente de servidores e uma folha crescente de aposentados. As medidas estão sendo tomadas, mas é preciso que a economia volte a crescer para que a arrecadação melhore e consigamos equilibrar melhor as contas. Mas a União também tem que colaborar, assim como os municípios, para que a gente atravesse esse período”.

Dom Távora

Outro ponto de destaque do governador em exercício foi o volume de obras e ações do governo do Estado. “O grande número de obras e ações que realizamos é em função do que planejamos lá atrás, do que conseguimos com Proinveste, Sergipe Cidades, Sergipe Infraestrutura, recursos que obtivemos por meio de emendas, empréstimos ou via convênios”

“Fizemos no Baixo São Francisco uma ação de presença em nome do governador Jackson Barreto. O Dom Távora é um projeto bonito, que beneficia diretamente nossa população mais carente. Ver a felicidade daquela população com a chegada dos projetos produtivos nos gratifica. Quando a gente coloca essas ações em curso, fazemos com que eles possam se desenvolver automaticamente e melhorarmos a situação daquela população. Estivemos em Brejo Grande e em uma comunidade de Pacatuba e financiamos um projeto de reconstrução de uma casa de farinha”.