ARACAJU/SE, 26 de fevereiro de 2024 , 22:13:53

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Sergipe tem 3.644 casos confirmados de dengue

Da redação, AJN1

A diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Mércia Feitosa, foi convidada pela deputada Gorete Reis (PSC) a apresentar, em sessão plenária da Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira (19), mais um boletim epidemiológico quinzenal sobre os casos de dengue em Sergipe, bem como outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a exemplo da Zica e Chikungunya. Ela também evidenciou todas as ações de combate e controle da doença nos últimos meses.

E os números apresentados ainda são preocupantes. Isso porque as notificações subiam para 8.658, ante 7.674 registrados há 15 dias; as confirmações também aumentaram de 3.153 para 3.644. O número de mortes, embora alto, continuou estagnado em 12 com relação ao último boletim, sendo que existe um óbito em investigação.

“Hoje atendemos um convite da deputada Gorete Reis para trazer um panorama da situação da dengue em Sergipe, que coincide com o dia que a gente repassa esse boletim epidemiológico. A gente traz os dados atualizados e as ações que estão sendo desenvolvidas junto aos municípios e as ações que daremos seguimento após o LiraA”, diz a diretora.

Mércia ressalta que até o momento, não houve casos confirmados de Zika , no entanto, no final de agosto, foram confirmados 75 casos de Chikungunya.

Sobre as mortes, a diretora explica que a população mais afetada é formada por adolescentes e crianças. “Pessoas que estavam mais susceptíveis, não tiveram contato com o vírus, pois nós tivemos uma epidemia muito distante e essas crianças e adolescentes não tinham nascido. Tivemos a circulação da dengue tipo 2, que há muito tempo não circulava e a gente vem orientando buscar imediatamente postos de saúde e rede hospitalar, para que os casos não evoluam”, alerta.

Municípios

Mércia contou ainda que houve uma redução de 26 para 10 municípios classificados como alto-risco. São eles: Capela, Itabaiana, Japoatã, Nossa Senhora da Glória, Porto da Folha, Riachão do Dantas, Ribeirópolis, Salgado, Simão Dias e Tomar do Geru.

“Quanto maior a somação da população nas ações, a gente começa a vislumbrar uma redução. A saída de 26 de alto-risco para 10, foi a prova de que, com a intensificação das ações de todos os municípios, com o engajamento da população e com a brigada itinerante, que é a estratégia do estado, a gente começa a sinalizar já alguma reversão dessa situação”, acredita.

Ações

Mércia disse ainda que a Secretaria de Saúde realiza ações e combate à doença, e atua com a retomada da brigada itinerante nos municípios com maior índice; monitoramento por meio do trabalho do agente de endemias com a larva, para trabalhar com a pesquisa dos ovos do inseto, sendo um método mais barato e mais eficaz; vigilância laboratorial com a ampliação das coletas para higiene e pesquisa; campanha publicitária voltada para a população, visando a redução dos índices e ainda a qualificação dos profissionais e liberação da divulgação dos informes epidemiológicos à cada 15 dias.

Texto atualizado às 16h40 para correção.

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