ARACAJU/SE, 1 de março de 2024 , 17:31:03

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Com base na cesta mais cara do país, DIEESE estima que salário mínimo deveria ser equivalente a R$ 5.583,90

De acordo com Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), os trabalhadores no Brasil sentem no bolso o avanço no custo de vida, desde o início da pandemia, especialmente por causa da elevação no preço de alimentos, a partir de setembro do ano passado. Com base na cesta mais cara que, em agosto, foi a de Porto Alegre (RS), o DIEESE estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.583,90, o que corresponde a 5,08 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. Para conter a inflação, o Banco Central recorre ao mecanismo de elevação da taxa de juros.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-IBGE) teve alta de 0,87% em agosto, a maior para o mês desde 2000. Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses, acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (8,99%). Em agosto do ano passado, a variação mensal foi de 0,24%.

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em agosto, com destaque para o dos transportes, que teve a maior alta de preços, por conta dos combustíveis (a maior variação, 1,4%, e o maior impacto no índice geral). A gasolina subiu 2,8%, enquanto o etanol teve elevação de 4,5%. Gás veicular (2%) e óleo diesel (1,7%) também ficaram mais caros no mês. No ano, a gasolina acumula alta de 31%, o etanol, de 40,7%, e o diesel, de 28% (percentual que ainda não considera o aumento de 8,9% anunciado pela Petrobras, em 28 de setembro, para o preço do diesel nas refinarias).

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC-IBGE) teve alta de 0,88% em agosto, pouco abaixo do resultado de julho (1,02%). No ano, o indicador acumula elevação de 5,94% e, em 12 meses, de 10,42%, acima dos 9,85% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2020, a taxa foi de 0,36%.

O custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em 13 cidades e diminuiu em quatro, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE em 17 capitais. Ao comparar agosto de 2020 a agosto de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento, em percentuais que oscilaram entre 11,9%, em Recife, e 34,1%, em Brasília.

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