ARACAJU/SE, 25 de fevereiro de 2024 , 4:45:57

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Criança de 10 anos morre com suspeita de dengue hemorrágica

Da redação, AJN1 

A dengue hemorrágica pode ter causado a morte de uma menina de apenas 10 anos, que residia no município de Itabaianinha, na região Sul de Sergipe. O óbito da criança ocorreu na madrugada desta quinta-feira (30), quando ela estava sendo conduzida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ao hospital regional de Estância.

O Núcleo de Endemias da Vigilância Epidemiológica vai analisar o sangue da menina com o objetivo de esclarecer o motivo que a levou ao óbito. Caso seja confirmada, esta será a quinta morte por dengue em Sergipe, sendo quatro crianças e um adulto.

O número de notificações de dengue em Sergipe vem aumentando vertiginosamente. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), até o momento, foram quase 1.500 notificações, e mais de 300 casos confirmados. Os municípios do Alto Sertão são os mais afetados. Já a maior concentração de casos acontece em menores de 14 anos e crianças.

Para conter o avanço da doença, a SES colocou em ação no último dia 14 de maio, a “Brigada Itinerante”, uma força-tarefa gerenciado pelo Núcleo de Endemias da Vigilância Epidemiológica que atua na eliminação e no tratamento de possíveis criadouros do vetor nos municípios.

Mapa alto risco

O último Levantamento Rápido do Índice de Infestação (LIRAa), divulgado em 16 de maio, apontou que dos 75 municípios, 21 encontram-se com alto risco de infestação, inclusive Itabaianinha, cidade natal da criança que veio a óbito.

Além de Itabaianinha, estão com alto risco: Laranjeiras, Pedrinhas, Santa Luzia do Itanhy, Tomar do Geru, Feira Nova, Nossa Senhora da Glória, Porto da Folha, Areia Branca, Malhador, Moita Bonita, São Domingos, Poço Verde, Riachão do Dantas, Salgado, Simão Dias, Aquidabã, Japoatã, Malhada dos Bois, Nossa Senhora de Lourdes e Capela. No levantamento anterior eram 12 com alto risco. Com risco médio estão 44 municípios e 10 em baixo risco.

A gerente do Núcleo de Endemias da Vigilância Epidemiológica do Estado, Sidney Lourdes Cesar Souza Sá, diz que a população também precisa colaborar. Segundo ela, o mosquito, da sua fase de ovo até a sua fase de larva, leva, em temperatura normal, de sete a dez dias, mas, com o período de calor associado às chuvas, em sete dias ele já está adulto.

“O último LIRAa mostra que tivemos um aumento significativo no número de vetor e de municípios infestados, então é importante que a população também fique alerta, para que nos ajude nesse trabalho de controle, a visita do agente passa, e a população precisa continuar com as medidas preventivas”, concluiu Sidney.

 

 

 

 

 

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