ARACAJU/SE, 27 de maio de 2024 , 2:54:39

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Espetáculo “Ubu: o que é bom tem que continuar” chega a Laranjeiras

 

Após a passagem por Aracaju, a circulação do espetáculo ““Ubu: o que é bom tem que continuar!”, com os grupos teatrais potiguares Clowns de Shakespeare, Facetas e Asavessa, chegará a Laranjeiras. As apresentações acontecerão na Praça da Matriz da cidade, na quarta-feira (17), às 19h30, e no Povoado Mussuca, na quinta-feira (18), também às 19h30, sempre com entrada gratuita.

A peça, que já foi apresentada mais de 50 vezes desde a sua estreia em 2022, é dirigida pelo premiado diretor e dramaturgo Fernando Yamamoto, e tem no elenco os atores Caju Dantas, Diogo Spinelli, Giovanna Araújo, Paula Queiroz e Rodrigo Bico. A obra de teatro de rua é uma criação conjunta dos três grupos do Rio Grande do Norte, e foi concebida com base no texto clássico Ubu Rei, de 1888, escrito pelo poeta e dramaturgo francês Alfred Jarry.

A “Circulação Ubu: o que é bom tem que continuar!” é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Cultural Vale, e percorrerá quatro estados do Norte e Nordeste do país. Após as apresentações em Sergipe, os três grupos teatrais seguem a viagem com o espetáculo para os estados de Alagoas, Maranhão e Pará. Ao todo, serão 16 apresentações e oito oficinas.

Além do acesso gratuito, a peça conta com recursos de acessibilidade, como a presença de intérprete de Libras, a audiodescrição e acessibilidade para pessoas com deficiência motora. Assim como em Aracaju, as apresentações integram a programação da 8ª edição da Blitz Cultural, festival realizado pelo grupo teatral sergipano Boca de Cena desde o último dia 11 na capital do estado, e que segue essa semana em Laranjeiras até o dia 18 de abril.

O espetáculo

“Ubu: o que é bom tem que continuar!” tem como ponto de partida as personagens Pai e Mãe Ubu, da clássica obra Ubu Rei, de autoria de Jarry, considerado um dos precursores do Teatro do Absurdo. No texto, o dramaturgo francês trata das rocambolescas armações do casal Ubu em uma busca insaciável pelo poder.

Situando-se como uma possível continuação do trabalho do autor, o espetáculo potiguar desloca esses personagens para um país/lugar-nenhum com ares latino-americanos, onde Papai e Mamãe Ubu continuam a saga alucinada e incansável pelo poder em meio a influencers e cachos de bananas. Assim como na obra original, a sátira política, o caráter popular e o fato de o espetáculo ser apresentado em áreas públicas, como praças e ruas, fazem com que o trabalho dialogue diretamente com o público, trazendo à cena temas como injustiças sociais e manipulação de informação.

A pesquisa para a criação da obra se deu a partir do trabalho de bufão, da música composta e executada pelo próprio elenco, e da potência do teatro popular enquanto espaço coletivo de comunicação, troca e construção de pensamento crítico.

Os três grupos

Desde que foi fundado em 1993, o grupo desenvolve um trabalho de pesquisa teatral focado na construção da presença cênica do ator, a musicalidade do corpo e o teatro popular, sempre em uma perspectiva colaborativa. Com espetáculos como Muito Barulho por Quase Nada (2003), Sua Incelença, Ricardo III (2010), Abrazo (2014), CLÃ_DESTIN@: uma viagem cênico-cibernética (2020), FRONTE[I]RA|FRACAS[S]O (2022), dentre outros, o grupo vem circulando pelos principais festivais do país e de outros países, entre eles o Santiago a Mil (Chile), FIT Cádiz (Espanha), FITEI (Portugal) e Montevideo Capital Iberoamericana de Cultura.

O Facetas nasceu em 1999 entre jovens da Escola Estadual Berilo Wanderley, em Natal (RN). De lá, o grupo conquistou o Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o cenário artístico da cidade. Dentre as obras do grupo, destacam-se “O Bizarro Sonho de Steven”, que foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008, “Ida ao Teatro” e “Sal, o Menino Mar”.

Já o Asavessa surge como desdobramento do Laboratório da Cena de Parnamirim 2015, realizado pelos Clowns de Shakespeare. O trabalho inaugural foi “Julieta Mais Romeu” (2019), com direção de Paula Queiroz, e durante a pandemia o grupo criou “Este é um espetáculo autobiográfico mesmo que não sejamos um grupo com tempo suficiente de ter um espetáculo autobiográfico – e, sim, este título está longo demais” e “Hoje Mais Cedo Vi um Gato Comer A Língua de Um Porco”, ambos de 2021.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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