Feriado prolongado: Ocupação hoteleira em Sergipe é a pior em 10 anos

Por Karla Pinheiro/CS

 

Faltando um dia para o início do feriado prolongado referente à Semana Santa, terceira data mais lucrativa para o setor hoteleiro perdendo apenas para o Réveillon e Carnaval, os empresários do ramo reclamam da ocupação abaixo da expectativa. De acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Sergipe (ABIH/SE), a média de ocupação é de 75%, número mais baixo dos últimos 10 anos.

 

“A Semana Santa é a terceira melhor data para o setor e a média ficou bem abaixo dos outros anos que sempre superou os 90%, ficando sempre entre os 95% e 100%. Esse feriado sempre dava uma engrenada nos hotéis nesse período de baixa estação, mas este ano não funcionou assim”, diz Fábio Libório, vice-presidente da ABIH/SE.

 

Além da crise e da antecipação do feriado da Semana Santa, que geralmente ocorre no mês de abril, um fator determinante que justifica a queda na ocupação da rede hoteleira este ano em Sergipe é a falta de divulgação do destino.

 

“Falta divulgar Sergipe, os outros estados do Nordeste investem muito nisso, a exemplo do nosso vizinho Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte. Sergipe nada!. Nós precisamos de uma divulgação maciça para atrair os turistas. Então, independente de crise, o fator preponderante é a falta de investimentos na divulgação”, afirma.

 

Fábio explica que a ABIH/SE tem cobrado do Governo, mas diante da crise faltam recursos para investigar em marketing turístico. “Há dois anos esperamos sair uma verba de U$ 5 milhões do Prodetur, verba específica para marketing e publicidade, mas não consegue liberar e com a crise o Governo fica sem verba para isso. Nós fechamos com uma agência de turismo para divulgação de Sergipe, investimos R$ 120 mil, mas é muito pouco diante do que poderia ser investido pela Prefeitura e pelo Governo” explica.

 

Libório lembra que os voos para Sergipe são os mais caros do Nordeste devido a quantidade reduzida de voos para a capital. “A nossa malha aérea é escassa e cara, isso também prejudica a vinda de turistas, afinal nem todos vem de perto e de carro, então é uma série de fatores de precisam serem revistos para alavancar o turismo em Sergipe”, finaliza.