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FPI: carne só será permitida com origem comprovada

Na madrugada deste sábado (30), a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) atuará no Mercado Municipal de Propriá a fim de coibir a entrada de carne sem a devida documentação que comprove a origem do produto. Na ação, coordenada por Salete Dezen, da equipe Abate, serão solicitados aos marchantes que comercializam no local: o carimbo da inspeção fornecido pela Nutrial (comprovando que o animal foi abatido lá) ou o documento comprovando que o animal foi abatido no matadouro de Cedro ( que mesmo sendo irregular, tem a permissão de funcionamento do promotor público da cidade de Propriá).

“Caso não apresentem as devidas documentações comprobatórias de onde esses animais foram abatidos, nós vamos apreender as carnes”, alerta Salete.

O alerta da coordenadora tem o intuito de chamar a atenção dos marchantes para que eles obedeçam as normas de comercialização da carne e regularizem seu comércio. “Nós não queremos apreender carne de ninguém. Nem dar prejuízos. Mas queremos sim, que comercializam a carne de forma adequada”, reforça. Salete Dezen ainda destaca, “também não iremos permitir a entrada nem a venda do produto fora do Mercado da carne”.

É importante ressaltar que a carne pode transmitir desde a tuberculose, até uma infecção intestinal. Conforme ressalta Dezen, a carne pode trazer zoonoses (doenças) transmitidas do animal para o ser humano. “Por isso o cuidado para o abate. O animal possui um abscesso que num frigorífico regularizado essa parte é condenada, porém, num abate clandestino, muitas vezes eles passam uma água e retira o vestígio desse abscesso e a população acaba comprando uma carne que está totalmente contaminada por bactérias que irão causar uma série de problemas à saúde”.

A FPI atua justamente para orientar e coibir essas inconformidades, para que os marchantes e demais pessoas que comercializam carne, se adequem e possam oferecer à população um produto de qualidade.

Avanço

A coordenadora da equipe Abate informa que desde o início da semana, quando se iniciaram os trabalhos da FPI do São Francisco,as equipes não detectaram nenhum abate clandestino em Propriá. “Muitos marchantes já começaram a abater seu animal na Nutrial. Isso é um avanço, porque a partir do momento que o animal vai para matadouro e frigorífico legalizados, a carne é também legalizada.  O que evita, além das doenças, o roubo de animais, já que os ladrões de gado na região não vão conseguir comercializar carne na cidade”, explica Salete Dezen.

Abate clandestino

Apesar de ter um dos únicos frigoríficos regularizados, ainda – infelizmente – nessa região (nas pequenas cidades) ainda temos muito abate clandestino. “ Ainda há uma falta de consciência de que a carne é um produto nobre, que tem uma vida útil muito pequena. Entra em estado de putrefação muito rápido”, informa Salete.

A equipe Abate é composta pelos seguintes órgãos: Emdragro, Adema, Crea e Ministério da Agricultura com o apoio da PRF e do BPRv.

Coordenação Geral da FPI/SE

Coordenada pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual com apoio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), o Programa Continuado tem o intuito de proteger o meio ambiente natural e cultural da Bacia do Rio São Francisco e melhorar a qualidade de vida do povo da região, por meio de ações planejadas e integradas de conservação e revitalização.

Assessoria de Comunicação da FPI/SE