Governo bloqueia salário de servidores da administração geral

Da redação, AJN1

 

Os servidores da administração geral do Estado, em greve desde o último dia 8, tiveram seus salários referentes ao mês de junho bloqueados pelo governo. A medida governista foi classificada como “arbitrária” pela categoria.

 

O Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) informou que vai impetrar com um mandado de segurança para que a situação venha a se normalizar o mais rápido possível. Dos 4 mil servidores, cerca de 1.200 aderiram à greve e tiveram o ponto cortado.

 

O presidente do Sintrase, Diego Araújo, disse que o bloqueio é uma ação inadequada, já que a greve ainda não foi considerada ilegal pela Justiça.

 

“Venho a público demonstrar repúdio a mais uma ação arbitrária cometida pelo governo do Estado. Ao que parece uma retaliação pela retomada da greve da categoria, os servidores do estado tiveram os salários bloqueados indevidamente, já que a Justiça não decretou a ilegalidade do movimento paredista”, disse ele.

 

Ainda conforme Diego, o governador Jackson Barreto comete irregularidades e dificulta a situação do servidor público estadual.

 

“Com atrasos dos vencimentos, parcelamento do 13º e pagamentos de baixos salários, a categoria – que retomou a greve no último dia 8 de junho porque recebeu o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) com valores defasados, (correspondentes a 2014), e na última assembleia, em 28 de junho, decidiu continuar a paralisação – foi prejudicada mais uma vez por uma ação abusiva do Governo. A greve é a instância dentro da legalidade em que uma categoria luta por seus direitos e, por isso, não deve ocorrer mecanismos de coerção, ainda mais de forma ilegal, para que um trabalhador seja prejudicado”, contestou.

 

Governo

 

A Secretaria do Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), disse que o bloqueio é necessário porque a greve prejudica todo o funcionamento das escolas públicas.