Greve do Sintrase é considerada abusiva pela justiça

Da redação, AJN1

 

Em greve desde o dia 8 de junho e com os salários bloqueados, os servidores da administração geral deverão retornar ao trabalho por força de uma decisão judicial que considerou ilegal o movimento. A decisão é do desembargador Edson Ulisses de Melo que concedeu liminar favorável ao Governo do Estado determinando o retornou ao trabalho dos servidores em greve, sob pena da aplicação de multa diária de R$ 5 mil, em caso de descumprimento.

 

“Não parece razoável que, logo após a implementação do PCCV, seja deflagrada uma greve sob a justificativa de que este se acha defasado”, diz o magistrado em sua decisão. Até a manhã de hoje (2), a informação era de que o Sindicato do Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) não havia sido notificado e não se pronunciou se irá recorrer.

 

Na decisão o desembargador Edson Ulisses destaca que o Sintrase informou ter paralisado as atividades por considerar que o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) está defasado e por conta disso reivindica um novo reajuste. Ao analisar o caso o desembargador lembra que o fato resulta em novas negociações com o Governo do Estado, que ainda não foram iniciadas. Consta ainda na decisão uma declaração do presidente do Sintrase, onde ele diz que  o governador cumpre o que prometeu e que o plano era bom para todos.

 

“Parece-me, pelo menos nesse exame prelibatório, que a greve foi deflagrada sem que antes fosse sequer iniciada a fase negocial. Sem a demonstração de que a negociação entre as partes foi frustrada, o movimento grevista não poderia ser deflagrado”, diz Edson Ulisses ao considerar a greve abusiva e determinar a sua suspensão sob pena de multa diária de R$ 5 mil.