ARACAJU/SE, 18 de junho de 2024 , 2:57:54

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Motorista da cantora Eliza Clívia é indiciado por homicídio culposo

A delegada Daniela Lima e os peritos Luciano Neto e Fabrício Rodrigues apresentaram na manhã desta quarta-feira (13), o resultado das investigações do acidente de trânsito que tirou a vida da cantora de forró eletrônico Eliza Clívia, e do seu marido, o baterista Sérgio, no último dia 16 de junho. O veículo em que estava a cantora colidiu contra um ônibus do transporte coletivo, no cruzamento das ruas Arauá e Maruim, no Centro de Aracaju. Outros três integrantes da banda que estavam no carro tiveram ferimentos graves.

De acordo com Daniela, da Delegacia de Delitos de Trânsito, tendo como base os depoimentos colhidos e as informações técnicas, a conclusão da polícia é de que a responsabilidade pelo acidente é do motorista Clebton José Santos, configurando no crime de homicídio culposo, que não tem intenção de matar.

“”Na verdade nós trabalhamos com a coleta das imagens do acidente e também com o trabalho da nossa perícia técnica realizando o laudo de local de acidente e o laudo de estimativa de velocidade entre outros laudos que existiram nessa investigação. Haverá indiciamento do senhor Clebton José dos Anjos pelo delito do artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro por homicídio culposo de trânsito e lesão corporal culposa de trânsito, uma vez que a perícia técnica concluiu que a causa determinante do acidente foi a entrada inopinada do veículo pálio da via e concluiu também que a velocidade do ônibus estava em desconformidade com a via; mas ainda que o ônibus estivesse na velocidade adequada o acidente aconteceria. Por isso, a gente fez o indiciamento do motorista do veículo de passeio”, afirmou a delegada”, detalhou a delegada.

Um fator decisivo no acidente foi a não obediência à sinalização de trânsito do local. “No local existia sinalização tanto horizontal quanto vertical de Pare. Ele não obedeceu essa sinalização e sobretudo não obedeceu a prioridade das vias quando ele deveria aguardar o fluxo da via que tinha prioridade para fazer a travessia em segurança. Essa foi a falta do dever de cuidado que acometeu o senhor Clebton, em razão disso ele é o responsável pelo acidente, mas os peritos fizeram o registro de que a forma de fixação não era a mais adequada, mas a sinalização estava presente” completou.

Nos quatro exames realizados pela criminalística, foram observados o disco diagrama, o cronotacógrafo, e exame pericial para estimar as velocidades dos veículos e estudar o efeito da velocidade. No dia da colisão dos veículos, iniciou-se a investigação pericial com o exame de local do fato, onde buscou registrar, catalogar, perpetuar e analisar  os vestígios existentes, com objetivo de definir a causa do acidente, a dinâmica do acidente e autoria delitiva, sob a ótica científica.

O perito Luciano Homem ressaltou que a perícia foi realizada de forma detalhada e precisa, com a realização de sobreposições de imagens. “Fizemos a análise de estimativa de velocidade, utilizamos as câmeras que estavam gravando as imagens no dia do acidente e depois voltamos ao local, fizemos um balizamento para criar a partir dessas balizas uma regra graduada de dois em dois metros e depois fizemos um trabalho de sobreposição dessas imagens, com as imagens do dia do acidente, para a partir daí conseguir estimar a velocidade do veículo. Depois dessa sobreposição de imagens, fizemos uma análise da causa determinante do acidente com relação a velocidade” frisou.

Como resultado, não foi encontrado nenhum defeito no tacógrafo. Quanto ao disco diagrama havia algumas inconformidades dos dados registrados, o que obrigou os peritos a estimarem por outros meios as velocidades dos veículos. O laudo estima que a velocidade do ônibus variou entre 48km/h a 62km/h; já o automóvel estava a 22km/h no momento da invasão da preferencial, com base nas imagens dos vídeos gravados no dia do fato.

Carreira

Eliza Clívia Angelino Maranhão, de 36 anoa, vinha divulgando seu novo trabalho em comemoração aos 20 anos de carreira. Ela nasceu na cidade de Livramento, na região do Cariri da Paraíba. Começou a carreira no grupo Big Banda, na cidade de Monteiro (PB). Em 2003, foi contratada pela banda Cavaleiros do Forró, onde teve reconhecimento nacional. Dez anos mais tarde, Eliza deixou a Cavaleiros e iniciou trabalho na banda Forró Cavalo de Aço. No início de 2017, anunciou carreira solo.

Atualizada às 16h55 com informações da SSP

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