Mulheres vão às ruas por direitos e pela vida nesta terça-feira, 8

O Dia Internacional da Mulher será lembrado nesta terça-feira, 8 de Março, com uma manifestação conjunta de diversas entidades de defesa dos direitos da mulher com atuação no Estado. O início do ato está previsto para às 9 horas, na Praça Fausto Cardoso, próximo à Assembleia Legislativa de Sergipe, e deverá se encerrar por volta do meio-dia.

 

As dirigentes dessas entidades pretendem reunir aproximadamente 1,4 mil mulheres na manifestação que terá por mote a luta por direitos e pela vida.

 

Uma comissão de representantes das entidades promotoras do evento fará a entrega de uma carta com as reivindicações das mulheres na Assembleia Legislativa (AL), no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e na Câmara de Vereadores (CMAJU). Enquanto dos documentos estiverem sendo protocolados, haverá falas de lideranças do movimento de mulheres.

 

Após a entrega da carta, as manifestantes farão uma caminhada até a Secretaria de Estado da Saúde (SES), na Praça General Valadão, para pedir o apoio da população no combate do aedes aegpyti, responsável pelo aumento da incidência de casos de microcefalia no País.

 

Em seguida, as mulheres farão uma manifestação no Calçadão da João Pessoa, onde haverá a distribuição de panfletos produzidos pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB/SE) contra o assédio moral, sexual e psicológico no ambiente de trabalho, e pela União Brasileira de Mulheres (UBM) por uma participação maior da mulher na política. Integrantes da Frente Brasil Popular devem se unir às mulheres nessa manifestação para protestar contra a tentativa de golpe em curso no País.

 

“Esse é o momento de nos posicionarmos. O ajuste fiscal, a terceirização e a tentativa de alteração nas regras na Previdência Social atingem diretamente as mulheres que são a base da família. A maioria das mulheres são chefes de família e sofrem com a tripla e, até, a quádrupla jornada de trabalho, e nós não podemos abrir mãos dos nossos direitos”, disse Érika Leite, representante da CTB/SE e da UBM na comissão organizadora.

 

A líder do movimento de mulheres ressaltou que, apesar da Lei Maria da Penha, o número de mulheres violentadas no Brasil é ainda muito alto. “Em Aracaju, as mulheres ameaçadas perderam a Casa Abrigo que foi desativada pela prefeitura o que as deixa expostas aos atos de violência praticados por seus agressores. Nós vamos aproveitar o 8 de Maio também para reivindicar a abertura da Delegacia da Mulher nos finais de semana”, salientou.

 

A programação unificada do Dia Internacional da Mulher foi elaborada por representantes das centrais sindicais CTB/SE, CUT/SE e UGT/SE; União Brasileira de Mulheres (UBM), Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SEPM), MST, Levante Popular, Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Sergipe (Fetase), Casa da Doméstica, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Movimento da Mulher Trabalhadora Rural (MMTR) e Coletivo de Mulheres de Aracaju.

 

Fonte: CTB/SE