ARACAJU/SE, 3 de março de 2024 , 19:26:21

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O que se sabe sobre extensão da trégua entre Israel e Hamas

 

Em um comunicado, o Hamas disse nessa segunda-feira (27) ter concordado com o Qatar e o Egito em prolongar a atual trégua com Israel por mais dois dias. Isso estenderia o período de quatro para seis dias. Israel ainda não confirmou formalmente o acordo.

Tanto o Hamas quanto Israel manifestaram a sua vontade de prorrogar o acordo atual e permitir a libertação de mais reféns de Gaza.

Uma autoridade palestina disse ontem à BBC que o Hamas estava preparado para libertar até 40 reféns adicionais, o que significaria uma prorrogação de quatro dias nos termos do acordo original feito com Israel.

Foi relatado que Israel estava inclinado para uma abordagem mais gradual e diária. E o governo israelense deixou claro que se prepara para retomar a guerra em Gaza, no final do processo.

O Hamas informou, em um comunicado à imprensa, que a trégua continuará “sob as mesmas condições estabelecidas antes”.

A trégua atual prevê a libertação de um refém pelo Hamas em troca da soltura de três palestinos detidos em Israel. Até a tarde da segunda-feira, 39 reféns israelenses haviam sido libertados em troca de 117 prisioneiros palestinos.

O Hamas também afirmou que a lista de prisioneiros palestinos que serão libertados nesta noite inclui três mulheres e 30 crianças. O governo de Israel não confirma.

O Catar, o principal responsável pelas negociações entre Israel e Hamas, também anunciou a extensão da trégua.

Israel, por sua vez, apenas notificou as famílias dos reféns que serão libertados hoje, segundo o gabinete do primeiro-ministro. O comunicado, no entanto, não especificou quantos reféns seriam devolvidos.

É a quarta troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos em quatro dias, como parte do acordo de trégua temporária.

Consequências da trégua

Cerca de 180 pessoas permanecem em cativeiro em Gaza – incluindo cerca de uma dúzia de crianças. Os reféns foram capturados pelo Hamas durante os ataques contra Israel no dia 7 de outubro.

Em Israel, no entanto, alguns temem que uma pausa prolongada possa dar tempo ao Hamas para se reagrupar e organizar as suas defesas antes do possível reinício da guerra.

Em Gaza, a pausa permitiu a entrega da ajuda, à medida que continua a crise humanitária desencadeada por semanas de bombardeamentos israelenses.

Do lado palestino, houve muita comoção entre familiares ao reencontrarem entes queridos que estavam detidos.

No sábado, a BBC Árabe entrevistou Marah Bakeer, que estava presa, quando ela retornou à casa de sua mãe em Jerusalém.

Bakeer foi presa em 2015, aos 16 anos, e condenada a oito anos e meio de prisão por um ataque com faca a um policial na fronteira.

“Este acordo ocorre após a morte de muitas pessoas, o que nos deixa infelizes e desconfortáveis”, afirmou.

Ela disse ter sido mantida em confinamento solitário e não tinha “ideia do que estava acontecendo lá fora, nenhuma ideia sobre a situação em Gaza”.

Fonte: G1

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