ARACAJU/SE, 23 de fevereiro de 2024 , 1:35:42

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Peritos ainda não sabem identidade da 4ª ossada

Da redação, AJN1

Os peritos da Coordenadoria Geral de Pesquisa da Secretaria de Segurança Pública ainda não sabem a identidade da quarta ossada encontrada no quintal de uma borracharia, situada no conjunto Marcos Freire II, em Nossa Senhora do Socorro. Tudo que se pode afirmar, após minuciosos exames, é que os restos mortais são de uma mulher, executada pelo borracheiro Joaenaldo dos Santos da Silva, réu confesso, há aproximadamente oito anos.

De acordo com a odontolegista Suzana Maciel, somente as buscas por familiares podem revelar o DNA e, por conseguinte, a origem da vítima.

“Essa quarta ossada foi enterrada há muito anos, talvez há sete ou oito anos e não se tem uma ideia de quem seja. Nós só podemos trabalhar com identificação se tivermos um suposto nome para essa pessoa. Isso será investigado. Haverá uma procura por pessoas naquela época. O que foi feito, com relação a ossada, foi o perfil biológico. A gente sabe que é uma ossada do sexo feminino e isso pode ajudar por busca de pessoas desaparecidas. Todos os exames periciais já foram feitos, mas não foi comparado porque não há ninguém para comprar DNA. Nesse momento, estamos procurando pessoas desaparecidas”, explica a odontolegista.    

Os demais corpos já haviam sido identificados, são eles: Denilson Manuel dos Santos, que estava desaparecido desde fevereiro de 2018; Antônio José Batista, natural da Bahia; e Maria Aparecida da Conceição.

Entenda o caso

A Polícia Civil prendeu no último dia 2 de maio o principal suspeito dos crimes, o borracheiro Joaenaldo dos Santos da Silva, de alcunha “Naldo”. Após a prisão, ele confessou os assassinatos e indicou o local onde os corpos estavam enterrados: três no quintal de uma borracharia, situada no conjunto Marcos Freire II, e numa residência no loteamento Piabeta, ambos em Nossa Senhora do Socorro.

O resgate dos corpos envolveu as equipes do Corpo de Bombeiros, IML, Criminalística, 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O caso chocou os moradores da região, pois, até então o borracheiro não levantava suspeitas.

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