ARACAJU/SE, 27 de maio de 2024 , 3:17:31

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Pesquisadores sergipanos participam de estudos sobre conversão de gás carbônico

 

 

Trabalhos são desenvolvidos em conjunto por professores e pesquisadores da Unit e de outras universidades pelo Brasil, dentro de um programa nacional do CNPq; objetivo é desenvolver e aperfeiçoamento de técnicas e estratégias para a captura e conversão da substância

 

Grupos de pesquisadores de seis universidades brasileiras, incluindo a Universidade Tiradentes (Unit), estão integrados em um centro de pesquisa formado para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de técnicas e estratégias para a captura e conversão de gás carbônico em fontes e insumos de energia. Trata-se de um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), como parte de um projeto para desenvolver grandes projetos de pesquisa de longo prazo e de alto impacto científico, em redes nacionais e/ou internacionais de cooperação científica.

 

O INCT Capicua, que tem a participação de 10 professores e pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Processos (PEP/Unit), além de quatro laboratórios ligados ao Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), é dedicado ao aperfeiçoamento e desenvolvimento de técnicas e estratégias de captura, utilização e armazenamento de carbono, conceituados pela sigla CCUS (Carbon Capture Utilization and Storage), e que tem o objetivo de reduzir os poluentes emitidos na atmosfera, mitigando os efeitos do aquecimento global.

 

“De longa data, nossos laboratórios se dedicam a pesquisas relacionadas ao CO², como desenvolvimento de materiais e processos para a remoção de CO2 em correntes de gás natural; ferramentas de monitoramento in situ de processos de adsorção de CO2; utilização de CO2 supercrítico em processos de produção de biodiesel e extração de ativos em biomassas. Mais recentemente, iniciamos estudos em materiais e processo para a adsorção de CO2 diretamente do ar atmosférico, e desenvolvimento de processos termoquímicos e bioquímicos para a produção de biocombustíveis avançados a partir de biomassa. Então, os resultados das pesquisas nestes tópicos é que contribuirão para o INCT Capicua”, explica a professora-doutora Silvia Maria Egues Dariva, do PEP/Unit.

 

Além dos pesquisadores e laboratórios da Unit, o INCT Capicua (cujo nome é referente a um conjunto de números cujo reverso é ele próprio) tem a participação dos grupos e programas de Engenharia Química da Universidade Estadual do Ceará (UECE), da Universidade de São Paulo (USP) e das universidades federais do Ceará (UFC), de Santa Catarina (UFSC) e de São Carlos (UFSCar/SP). Cada um deles tem atribuições e pesquisas definidas que contribuem com as metas e objetivos do instituto. Há ainda a participação de pesquisadores da Espanha, do Canadá, dos Estados Unidos e do Reino Unido.

 

Esse grupo foi formado em dezembro de 2022, com financiamentos de R$ 6 milhões em cinco anos. Além das pesquisas já em andamento, a expectativa é de que eles tenham novas possibilidades de parcerias e outras pesquisas em temas específicos, incluindo o desenvolvimento de um protótipo de reator de conversão termoquímica de biomassa. “Estamos todos animados com as perspectivas de trabalhos futuros e esperamos um dia sediar um workshop do INCT Capicua aqui na Unit”, revela Sílvia.

 

O que são os INCTs?

 

O Capicua foi um dos 58 novos INCTs aprovados em 2022, no edital mais recente lançado pelo CNPq para a admissão destes centros e projetos de pesquisa, com investimentos de cerca de R$ 324 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Com os já existentes, são 204 INCTs vigentes em todo o país, abrangendo todas as áreas de conhecimento (Ciências Humanas, Biológicas, Exatas e Agrárias). Todos são vinculados ao CNPq, que organiza o programa e arrecada recursos próprios e de outros órgãos de fomento à pesquisa nacionais e estaduais.

 

Tais institutos são programa implementado desde 2005 pelo MCTI para promover pesquisas de alto impacto, integrando universidades, institutos federais, centros de pesquisa, fundações federais e estaduais de pesquisa e parques tecnológicos, em torno de temas de grande interesse nacional, como energia, nanotecnologia, políticas públicas, agricultura, saúde, meio ambiente, engenharia, computação, entre outros.

 

“Um instituto é formado livremente por grupos de pesquisadores que se reconhecem como excelentes em determinado tema, em geral com expertises complementares no estudo deste tema. A instituição líder estará bem estabelecida em termos de infraestrutura de laboratórios, grupos de pesquisa, formação de recursos humanos e de produção científica e tecnológica qualificada. A ela se juntam outras instituições, formando um conjunto de laboratórios ou grupos de pesquisa, numa rede científico-tecnológica”, explica Silvia, destacando que o programa vem elevando os padrões de excelência e produtividade da ciência e tecnologia no Brasil. “Além de maior inserção do país no cenário internacional. Sempre que o ser humano colabora com outros, o resultado é maior do que a soma das partes”, comemora.

 

Asscom Unit

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