ARACAJU/SE, 16 de junho de 2024 , 22:55:22

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PF cumpre mandados judiciais em Sergipe

 

Da redação, AJN1

Agentes da Polícia Federal cumpriram na manhã desta terça-feira (21) um mandado de busca e apreensão no imóvel de número 226 da rua Barão do Rio Branco na cidade de Itabaiana, relacionado a um engenheiro da Petrobras. No local foram recolhidos vários documentos, que foram encaminhados a sede da Superintendência da PF em Aracaju. O engenheiro, que estava em Aracaju, também foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento na PF. A ação faz parte da 47ª fase da Lava Jato, chamada de “Operação Sothis”, que acontece simultaneamente na Bahia, Santa Catarina e São Paulo, onde estão sendo cumpridos outros sete mandados de busca e apreensão, cinco de condução coercitiva e um de prisão temporária.

De acordo com o Ministério Publico Federal (MPF) no Paraná, os alvos da operação são suspeitos de operacionalizar o recebimento de R$ 7 milhões de propinas pagas por empresa de engenharia, entre setembro de 2009 e março de 2014. As investigações apontaram que, o ex-gerente da Transpetro, que foi preso na Bahia, teria pedido, inicialmente, o pagamento de 1% do valor dos contratos da empresa como propina, entretanto o acerto final ficou em 0,5%.

“Esse valor foi pago mensalmente em benefício do Partido dos Trabalhadores (PT), de modo independente dos pagamentos feitos pela mesma empresa a pedido da presidência da Transpetro, e que eram redirecionados ao PMDB. O ex-gerente se desligou da subsidiária da Petrobras recentemente”, diz a nota divulgada pelo MPF .

A procuradora da República Jerusa Burmann Viecili disse que “nesse caso houve um dos esquemas mais rudimentares de lavagem de dinheiro da Lava Jato. A propina saía da conta bancária da empresa de engenharia para a conta bancária de empresa do filho, sem qualquer contrato ou justificativa para o repasse do dinheiro”.

Segundo a procuradora, além disso, estão sendo investigados contratos entre a empresa do filho, controlada de fato pelo ex-gerente, e a Transpetro, “o que pode indicar a inexistência ou falha grave de mecanismos de compliance”. O nome da operação, segundo a PF, é uma referência a uma das empresas investigadas, a Sirius. A estrela Sirius era chamada pelos egípcios de Sothis.

*Com informações da Agência Brasil

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