PM cumpre ordem de reintegração de posse na Barra dos Coqueiros

Da redação, AJN1

 

Equipes da Polícia Militar cumprem na manhã de hoje (24) a ordem de reintegração de posse de 20 casas que estão sendo construídas, desde 2007 através de convênio entre os governos estadual e federal, no loteamento Paraíso da Barra, na Barra dos Coqueiros. As famílias alegam que não tem para onde ir e, segundo elas, no cadastramento realizado há três dias por uma equipe da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) a orientação é que procurassem casas de familiares para ficar. “Meus familiares moram em São Paulo, tenho cinco filhos e minha esposa não tem mais ninguém. Então para onde vamos?”, questionou um dos moradores.

 

Segundo o major Walcir Mendonça, que coordena a ação, desde o início de fevereiro que a PM, através do setor de gerenciamento de crises, vem negociando com as famílias que a desocupação da área. “Semana passada foi dado o prazo final, mas não houve a desocupação”, disse o oficial. Acompanhados do oficial de justiça, os militares antes de cumprir a ordem conversaram mais uma vez com as famílias para encontrar uma saída pacífica para o caso. “São pessoas pacíficas e que estão dispostas a colaborar”, destacou o major.

 

A desocupação voluntária deveria ter ocorrido até o dia 17 de fevereiro, conforme conversa entre integrantes do Grupo de Gerenciamento de Crises e como isto não aconteceu, a PM traçou o planejamento e definiu a manhã desta quarta-feira para cumprir a decisão judicial. Morando no local desde abril do ano passado, quando aconteceu a invasão, Cícero dos Santos, revelou que as famílias não pensam em se opor a ordem da justiça, mas cobrou uma posição do governo do Estado, pois serão 20 famílias que não tem para onde ir.

 

“Tem gente aqui que não tem dinheiro nem para comprar um pão. A polícia está aqui para cumprir o seu dever. Agora cadê o Conselho Tutelar, os defensores dos Direitos Humanos”. Ele acrescentou que as casas estavam abandonadas tomadas pelo mato desde 2012. “Onde serão que vão nos colocar? No depósito do governo? Ou na lixeira?”, questionou Cícero. As famílias aguardam a chegada do defensor público Alfredo Nikolau e do advogado Alcivan Menezes para definir qual posição tomar.

 

Participam da ação de reintegração de posse 80 homens do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoqu), da Radiopatrulha, da Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTran), do 8º BPM, do Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) e do Esquadrão de Polícia Montada (EPMont).