ARACAJU/SE, 22 de maio de 2024 , 12:18:23

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Ponte de Pedra Branca caiu porque Deso não fez manutenção periódica, aponta Crea

Da redação, AJN1

 

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea/SE) afirmou nesta quinta-feira (1º), que o desabamento da ponte do povoado Pedra Branca, no município de Laranjeiras, foi causado por falta de manutenção por parte da Empresa de Saneamento de Sergipe (Deso), responsável pela conservação da estrutura.

A ponte, que servia de sustentação de parte da adutora do São Francisco, caiu no último mês de maio e deixou quase um milhão de pessoas na grande Aracaju sem abastecimento de água por sete dias. O relatório foi entregue ao Ministério Público do Estado, que irá ratificar o pedido de responsabilização da Deso pelo incidente junto ao poder judiciário.

Segundo o presidente do Crea, Arício Resende, o relatório foi elaborado durante quatro meses e contou com o trabalho de oito técnicos. O relatório constatou que a causa do desabamento foi a corrosão por ferrugem.

“Em 1980 foi feito o cálculo de suporte que aponta a capacidade inicial da adutora e ficou comprovado que a ponte suportava a adutora. Em 1994 foi feita uma manutenção, provavelmente para que a outra adutora fosse instalada. Na ponte passavam duas adutoras da Deso, e até então nenhuma outra manutenção foi feita. O que faltou foi manutenção, não precisa ser especialista para visualizar a erosão da ponte. Mais cedo ou mais tarde ela ia cair por falta de manutenção”, afirma Arício Resende.

A ponte que ruiu pertence à União, mas em 1980 foi cedida a DESO para a instalação da adutora e desde então a ponte deveria ser utilizada apenas para essa finalidade

MPE

Segundo a promotora de justiça Euza Missano, o relatório ratifica o que o MPE já vinha apontando na ação. “É de responsabilização da Deso os transtornos causados à população pelo desabastecimento da cerca de um milhão de pessoas durante uma semana. Houve prejuízo moral, pessoas que não entraram no rodízio, pessoas que beberam água de minadouro sem nenhum tratamento. O MPE e a Vigilância Sanitária não puderam controlar a qualidade da água distribuída em caminhões-pipas e a própria empresa esteve no MPE informando que os caminhões-pipas não atenderam a população toda, que a prioridade foi dada aos serviços essenciais”.

Defesa

A Deso informou que só vai se manifestar sobre o assunto quando estiver a par do relatório do Crea.

 

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