Prefeitura de Aracaju amplia ações de combate ao mosquito Aedes aegypti

A Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), vem realizando diversos mutirões para combater os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika Vírus e febre Chikungunya. Desta vez, a ação foi realizada no último sábado (5), no bairro Santa Maria, e contou com a participação do secretário municipal de Saúde, Luciano Paz, que acompanhou a força tarefa junto com os agentes de Endemias e os agentes Comunitários de Saúde. Foram visitados cerca de 700 estabelecimentos, entre residências, lojas e terrenos, realizando a eliminação dos focos do mosquito e também passando orientações à população.

 

A ação "Todos contra o mosquito" já atende ao decreto de emergência em saúde pública diante do aumento de casos de microcefalia, provocado pelo Zika. De acordo com o secretário Municipal de Saúde, Luciano Paz, por conta do decreto de situação de emergência, a Prefeitura estará acrescentando mais agentes de saúde e de endemias.

 

“Esse é o primeiro trabalho dos agentes comunitários de saúde atuando nesses mutirões. Nós fizemos na última quinta-feira um treinamento para passar mais informação sobre a questão do Zika e da Microcefalia. E a partir de hoje, tanto os agentes de saúde como os de endemias estão trabalhando juntos para minimizar os efeitos do Zika, da Dengue e da Chikungunya, assim como as ocorrências de casos de Microcefalia. Nosso principal objetivo é orientar a população para que ela se previna e limpe suas residências, pois muitas pessoas não sabem que em suas residências podem ter focos de infecção”, informou.

 

Segundo a supervisora da área, Daniela de Oliveira, nesta força tarefa estão sendo feitas as orientações para a população, explicando como se prevenir contra o mosquito. “Estamos alertando sobre os riscos e sobre a importância para intensificar o combate ao vetor, pois é preciso eliminar as larvas do mosquito antes que ele se transforme em mosquito adulto. No último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) essa região é uma das que está com um dos maiores índices de infestação e esse período mais quente também é preocupante, pois o calor favorece o desenvolvimento do mosquito. Se tiver água limpa e calor o mosquito se desenvolve muito mais rápido, e por isso é preciso eliminar esses focos”, pontuou.

 

Para a moradora do bairro, Jeane dos Santos, essas visitas são essenciais para alertar os riscos do mosquito. “Eu não sabia que o Zika era tão grave. Os agentes fazem um trabalho importante aqui no bairro, porque muitas casas têm focos do mosquito e são eles que estão orientando toda a comunidade para se cuidar e limpar os locais onde o mosquito se desenvolve. A secretaria está de parabéns com essa iniciativa”, destacou.

 

Já o morador João Batista, não sabia que em sua casa tinha local propício para o desenvolvimento do mosquito. “Eu prestei atenção na explicação dos agentes e também ouvi as orientações que o secretário me passou. Eu não imaginava que até uma vasilha de água que colocamos no quintal para o cachorro é um local que o mosquito pode se desenvolver. A partir de agora vou começar sempre a lavar com água e sabão para evitar esse problema”.

 

“Em minha casa tenho o maior cuidado para não fazer com que o mosquito se desenvolva. Aqui todo mundo passa repelente, pois eu já tive dengue uma vez e não quero ter de novo. É preciso que cada um faça a sua parte para combater esse mosquito”, disse a moradora Lenivalda Pereira.

 

Aplicação de Penalidades

 

Ainda segundo o secretário Luciano Paz, esse trabalho será reforçado e mais rigoroso, e a partir da próxima semana, a população receberá uma notificação caso seja encontrado alguma irregularidade, aplicando penalizações para as pessoas que tiverem com focos do mosquito em casa. “Na primeira visita, se for encontrado focos do mosquito, a pessoa receberá uma notificação, e no prazo de 10 dias, se a pessoa continuar com aquela situação, aplicaremos uma penalidade. A primeira multa após a notificação é de 100 reais, a segunda é 200, a terceira de 400 e, se precisar, nós vamos entrar com força policial, porque não vamos deixar que essa pessoa coloque em risco a vida dos outros”, explicou.