ARACAJU/SE, 17 de junho de 2024 , 23:07:31

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PMA pede na Justiça a ilegalidade da greve dos professores

 

Da redação, AJN1

A Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), por meio da Secretaria de Educação, entrou na Justiça com um pedido de ilegalidade da greve dos professores, que já se estende por 27 dias. A gestão alega que não tem condições financeiras de fazer o reajuste do piso salarial da categoria em 7,64% este ano, [principal pauta da paralisação] e que a greve só prejudica o andamento do ano letivo dos alunos.

Segundo a secretária municipal da Educação, professora Maria Cecília Leite, o piso salarial da categoria é de R$ 2.298,80. Além disso, ela diz que a PMA encontrou um passivo de R$ 43 milhões e mesmo assim os serviços, parados desde 2016, foram restabelecidos pela administração municipal com a regularização do pagamento do funcionalismo, inclusive, a dos professores, argumento que, por si só, deveria ser avaliado pela categoria antes de qualquer decretação de greve.

“As negociações não avançaram e precisamos dar uma resposta aos alunos, que necessita ter aula. Por isso, pedimos a decretação da ilegalidade da greve. Vamos ver qual a avaliação e o retorno da Justiça. Tentamos, durante todo esse período, discutir com o Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema), mas não conseguimos um acordo sobre a aplicação do reajuste do piso. É interessante ressaltar que a Prefeitura paga o piso do magistério, mas a gente não pode esse ano fazer o reajuste do piso por questões de ordem financeira. Precisamos garantir que a escola funcione e entrar num consenso com os professores, porque é impossível agora reajustar”, afirmou a secretária.

Greve mantida

Ontem (26), o Sindipema realizou mais uma assembleia e decidiu pela manutenção da paralisação. “Decidimos pela continuidade da greve em assembleia realizada ontem. A nossa greve é justa e queremos que os nossos direitos sejam cumpridos. A Prefeitura está negando os nossos direitos, temos uma lei que garante o piso e garante também o reajuste anual. A Prefeitura demonstrou que não vai dar nenhum reajuste para a categoria, como também não está dando outros encaminhamentos às nossas pautas, como o retorno da gestão democrática, a garantia de algumas vantagens. Não temos outro caminho, se não a continuidade do movimento”, garantiu o presidente da categoria, Adelmo Meneses.

Uma nova assembleia será realizada para avaliar o movimento paredista nesta sexta-feira (29). Antes, na quinta (28), a categoria fará um ato na praça General Valadão, no Centro da Capital.

 

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