ARACAJU/SE, 18 de junho de 2024 , 15:23:03

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Presidente do COB é preso em ação conjunta da PF e MPF

 

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, e o ex-diretor de operações do Comitê Rio 2016, Leonardo Gryner, que é braço-direito de Nuzman, foram presos no início da manhã de hoje (5) na Zona Sul do Rio de Janeiro por equipes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF). Eles estavam com prisões decretadas pelo juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas. A ação é um desdobramento da operação “Unfair Play”, uma menção a jogo sujo e que é mais uma etapa da Lava Jato no Rio.

Arthur Nuzman é acusado de envolvimento da compra de votos de integrante do Comitê Olímpico Internacional (COI) na escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016. A prisão foi decretada em decorrência de uma tentativa de ocultação de bens, ocorrida no mês passado. O presidente do COB e Leonardo Gryner serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com o que foi apurado, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, também fez parte do esquema de corrupção. O dinheiro utilizado na compra dos votos teria vindo do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, o “Rei Arthur”, que está com prisão decretada, mas se encontra foragido. As provas colhidas na primeira etapa da “Unfair Play” mostram evidências de que Nuzman e Gryner foram os agentes responsáveis por fazer a ligação entre o esquema de propinas de Cabral e membros africanos do COI, por meio de Arthur Soares.

No mês passado, o MPF pediu o bloqueio de até R$ 1 bilhão do patrimônio de Carlos Arthur Nuzman, do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, e de Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia do empresário. O objetivo, segundo procuradores, era reparar os danos causados pelo trio devido às proporções mundiais da acusação.

De acordo com o Ministério Público, as fronteiras internacionais não limitaram a atuação da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral. Para os procuradores, “trata-se de um esquema altamente sofisticado, que agia internacionalmente com desenvoltura e uma engenhosa e complexa relação corrupta”. Prova disso é que, para alcançar o atual estágio da investigação, o MPF teve que realizar pedidos de cooperação jurídica internacional com nada menos que quatro países diferentes: Antígua e Barbuda, França, Estados Unidos e Reino Unido.

Durante as investigações, o Ministério Público Francês colheu substancioso material para demonstrar que houve compra de votos para escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Um dos votos foi comprado de Lamine Diack, então presidente da Federação Internacional de Atletismo e então membro do Comitê Olímpico Internacional, por meio de seu filho, Papa Massata Diack.

*Com informações do G1/RJ

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