ARACAJU/SE, 17 de abril de 2024 , 0:03:48

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Samu registra 28 mil trotes no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2016 o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe) recebeu 108 mil chamadas, sendo cerca de 28 mil delas trotes. Em comparação com o mesmo período do ano passado houve uma redução nesse número. A situação ainda preocupa, muitas vezes equipes são mobilizadas para atender falsas chamadas e acabam atrasando o atendimento de quem realmente está necessitando de socorro.

 

“Em 2015, aproximadamente 40% das chamadas eram falsas. Esse índice caiu para 26%. Ainda não é o ideal, claro, mas mostra que as ações educativas executadas têm tido resultado”, informa o coordenador do Núcleo de Educação Permanente do Samu, Ronei Barbosa.

 

As ações as quais ele se refere fazem parte da campanha “Sou amigo do Samu – Não passo trote”, iniciada no ano passado com o objetivo fortalecer, ainda mais, a mensagem de conscientização sobre os prejuízos causados pelas falsas chamadas.

 

“Neste semestre, pretendemos intensificar esse trabalho, levando o projeto para as escolas, a exemplo do que fizemos com o Motociclista Vivo, quando visitamos 22 unidades do Estado. Acreditamos que as medidas educativas surtem mais efeito”, opina.

 

Ronei Barbosa ressalta que o número excessivo de ligações falsas provoca grandes prejuízos ao serviço, inclusive com reflexo na população. “A linha fica ocupada desnecessariamente, a ambulância é deslocada para um atendimento que não existe, consumindo combustível, gerando desgaste no equipamento e submetendo a equipe a possíveis situações de risco”, destaca.

 

Sem falar no estresse causado aos profissionais Tarms, tanto pelo fluxo de chamadas quanto pelo teor das ligações. “Em uma situação extrema, já chegamos a colar cartazes com um determinado número de telefone para que as chamadas não fossem atendidas, pois a pessoa chegava a ligar mais de 30 vezes por dia. Trote é crime! Além disso, prejudica, e muito, o desenvolvimento do nosso trabalho. As consequências são sofridas pelos técnicos da Regulação, mas, sem dúvida alguma, atingem a qualidade do serviço ofertado pelo Samu à população sergipana”, adverte Simone Silvestre.

 

* Com informações da SES

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